Samba que narra a saga futebolística de Manezinho, Filho único, solteiro, quarentão e que mora com a mãezinha. Tragédia urbana interpretada por Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico: Ficha técnca: Kiko Dinucci (voz, violões e cavaquinhos) Wanderlei Mazzucatto (tamborim) Dulce Monteiro (voz) Maraysa (voz) Rafael Moreira (cuíca e surdo) Letra: Partida em Arujá (Kiko Dinucci) Seu Manezinho foi apitar uma partida de várzea na cidade de Arujá De Guarulhos chegaram dois caminhão Cada qual com o seu batuque, fazendo provocação Um time fazia gesto obsceno com amão O outro xingava a mãe mesmo, rindo e soltando rojão O campo tava todo lameado, a partida iniciou, a chuva tinha chegado Manezinho apitava a cada três passo dado Quem corria atrás da bola era um bando de cavalo Coitadinha da mãezinha do Mané Tava com a orelha ardendo, mãe de juiz sabe como é !? Vecinslau não veio ao jogo, pois brigou com a mulher Pablo ficou na reserva, pois pegou bicho de pé Barbosão que era o valente, na zaga fazia baderna Nêgo que vinha na área driblando, ele fazia cara de santo e quebrava em dois a perna Lá imperava só um ponto de vista: O sádico é o que bate, o que apanha é masoquista Benedito, o atacante, chegando no Barbosão Com o vento do bafo do outro se atirou torto no chão Manezinho enganado apitou, deu vermelho e o time prejudicado não gostou Barbosão enfurecido, segurando o Mané Disse que alí ninguém era homem como ele é Do time favorecido apareceu o capitão, Fuscão Preto o que já pois mais de treze no caixão Cobra criada, diplomado na mandinga, uma conta de aritmética ele resolve na briga Uma banguela usando tomara-que-caia na platéia disse ao povo: - Tá formada a bataia!!! O pau comeu e o Mané tava no meio, em casa a mãe do coitado, coitada sentiu receio E acendeu uma vela pro Mané, depois rezou, mãe de juiz sabe como é!? Rabo-de-arraia, chute, soco, pau e faca, no meio do povo um véio gritou: - Mata! Mata! Mata! Abriram a roda, todo mundo olhou pro chão Na lama um corpo, na chuva, raio e trovão Seu Manezinho, filho único e solteiro, enterrado lama abaixo, antecipando o próprio enterro E o culpado ninguém sabe, viu e achou Quando a mãezinha do Mané soube chorou E todo dia ela vai pr'aquele campo contando pra mulecada que seu filho era santo E depois reza com a voz trêmula e grave, e acende a vela na cruz ao lado da trave Seu Manezinho foi apitar uma partida de várzea na cidade de Arujá