| Ocupação da reitoria da USP - Como construir moradia estudantil sem ter dinheiro By Leonildo Correa 04/05/2007 At 14:49 Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública. Precisamos obrigar a USP a construir mais moradias estudantis e parar com essa frescura de dar bolsa auxílio moradia. Bolsas que não cobrem os gastos dos alunos e são precárias, ou seja, eles cortam as bolsas de uma hora para outra e deixam o aluno completamente desguarnecido, sem nenhuma possibilidade de reagir.
Se a USP não sabe como construir moradia estudantil ou alegar que não tem recursos, eu tenho uma idéia que resolve esse problema e que pode ser utilizado por qualquer Universidade Pública. A idéia é a seguinte: a Universidade Pública faz um acordo com empresas privadas para que construam os prédios de moradia. As empresas constroem os prédios e a USP se obriga a alugar todos os aptos, por um prazo estabelecido, para moradia estudantil. Depois desse prazo os prédios passam,d efinitivamente, para a propriedade da USP.
Igual fizeram com o metrô, ou seja, o consórcio constrói o metrô e explora ele por 30 anos, depois disso ele passa definitivamente para o Estado. Com isso, a USP construiu as moradias estudantis e não gastou nenhum tostão, pois, atualmente, essa Universidade dá uma bolsa auxílio moradia de R$ 200,00 para o aluno ir morar fora do campus. Assim, se aplicar essa idéia no CRUSP atual, cada apto seria alugado por R$ 600,00. Qualquer empresa gostaria de alugar seus 800 apto durante 10, 20 ou 30 anos para a USP por R$ 600,00. Um negócio que é bom para todo mundo, pois resolve o problema das moradias e se constrói sem ter dinheiro.
Email:: leonildoc@gmail.com URL:: http://leonildoc.orgfree.com/ >>Add a comment Daqui a pouco virá outro rapaz com boa intenção falar que tem outra maravilhosa idéia: pegar o dinheiro das fundações para assistência estudantil. Antes que isso aconteça já vou logo dizendo: na ufmg tem uma fundação que cuida da assistência estudantil e que é responsável pela semestralidade que os estudantes pagam. Sem essa!!! Fora fundações e empresas privadas! Talvez seja uma boa idéia pegar dinheiro das fundações para a assistência estudantil, pois tem fundação aqui na USP cobrando mais de R$ 20.000,00, por aluno, pelo cursos de especialização que ministra, dentro da USP, para executivos de empresas. Portanto, as fundações movimentam um grande volume de recursos e a maioria é embolsada pelos professores.  | A Fundação Mendes Pimentel, ligada a UFMG, pode ter uma série de problemas e controvérsias como qualquer outra instituição e críticas têm sido levantadas, sim. Só para deixar os leitores saberem como ela atua: na verdade o que ela faz é uma redistribuição de renda dentro da universidade. Sim, ela cobra uma taxa semestral irrizória que é aplicada apenas aos alunos com condições de pagar. Com essa taxa, no entanto, eu e vários amigos tivemos condições de comer, morar, comprar livros, viajarmos para congressos, enfim, conseguimos concluir nossos cursos de forma digna. Logicamente, há uma discussão importante cujo principal argumento contra é que esse tipo de assistência deveria ser disponibilizada pelo governo. No entanto, sabemos que na verdade tal redistribuição será fruto de uma luta, e que esta pode ser bem demorada. A pergunta então é : e enquanto isso? Bom, sem essa redistribuição interna, que aliás, já vi várias pessoas mencionarem, custa menos que uma noite de farra (sem hipocrisias: a maioria dos estudantes de universidades federais estudaram em escolas particulares, muitos deles gozam de condição economica estável), sem a redistribuição vários estudantes como eu, teriam que voltar ao interior ou terminar o curso no maior sufôco sem conseguir atingir todo o potencial intelectual e dando continuidade ao ciclo de desigualdades que o jogou na universidade sem lhe dar condições de explorar o que ela pode ofercer. Tenho consciência de que essa discussão tem muitos argumentos, muitos prismas, mas acho que está na hora de ela ser feita sem hipocrisias, de forma realista e pragmática.
| | | |