A Reitoria chamou um diretor do DCE-USP para uma reunião na Faculdade de Educação Física da USP. Contudo, até aquele momento o DCE-USP não tinha apresentado nenhuma moção de apoio à ocupação. Além disso, o diretor chamado para a reunião não integra a comissão de negociação. O que indica que a Reitoria estava tentando manobras para esvaziar o movimento, negociando com terceiro.

E, para piorar ainda mais, o tal Diretor do DCE-USP foi sozinho à reunião. Logo, existe apenas a palavra dessa pessoa como prova dos fatos. Na suposta reunião foi-lhe entregue uma carta que, inexplicavelmente, sumiu das mãos dos diretores do DCE. Fenômenos paranormais estão ocorrendo aqui.

Essa história está muito mal contada e demonstra uma tentativa da reitoria de deslegitimar o movimento de ocupação, negociando com gente que não integra a comissão de negociação. Certamente, a idéia da reitoria não é validar tais negociações, mas sim inserir penetras que tumultuem e rachem o movimento. Temos que tomar muito cuidado com isso.

Além disso, temos que deixar bem claro para a Reitoria que somente será reconhecida e validada pela plenária dos estudantes as negociações realizadas com as pessoas da comissão de negociação. Inclusive o item 5 da moção assinada pelo DCE-USP, após esse fato duvidoso, diz expressamente:

"5- O DCE Livre da USP ratifica aqui a existência de uma Comissão de Negociação da Ocupação, a qual é o canal legítimo de diálogo e negociação com a estrutura de poder da Universidade. O DCE, que compõe esta Comissão, se exime de participar de qualquer outro espaço com a referida finalidade."