1° DE MAIO DE 2008
Organizações e grupos independentes Anarquistas, Punks, Anarco-Sindicalistas, FORGS COB/ACAT-AIT
Saímos do Teatro até a Praça da Sé por volta das 13h30. A PM em princípio fez-se parecer tolerante, pois ocupamos sempre todas as faixas e mesmo assim (o que seria motivo de sobra pra arrastar todo mundo) demoraram a reprimir, mesmo porque as ruas estavam muito pouco movimentadas e o pequeno grupo de manifestantes estava em pequena maioria no princípio. E a passeata permanecia pacífica.
Na sé estendemos as faixas na escadaria, e ficamos balançando as bandeiras aos gritos e palavras de ordem além de, após um espaço no tempo, fazermos uma grande roda aberta para que todos pudessem falar seus pensamentos, críticas, idéias e indignações. E o ato permanecia pacífico.
Depois de mais um tempo, isso eram por volta das 16h ou 17 horas, saímos da praça da sé, em direção a Praça da República (com idéia de finalização), mas com parada em frente a prefeitura, onde cruzou uma manifestação partidária. Nessa, membros dos dois lados trocaram gritos ideológicos simbólicos, e a polícia ficou entre os dois grupos para separar, mas o ato ainda assim permanecia pacífico.
Seguimos com o protesto mudando um pouco o caminho para nos separar da manifestação dos partidários. Foi então que numa rua, fechados e encruzilhados, começou uma confusão das casuais entre alguns "punks" que participavam do ato com a PM, que aproveitou a brecha pra varrer todo mundo e acabar com a manifestação que até ai seguia gloriosa.
O interessante é que muitos dos que agitaram a luta frontal correram, e muitos dos que queriam seguir o ato apanharam e foram presos e arrastados.
Relato ainda que, não havia tropa de choque, nem ao menos balas de borracha nem bombas de gás ou efeito moral. Foi à própria Polícia Militar que fez o serviço, partindo pra cima dos ativistas com seus golpes de cassetetes, e intimidando-os e ameaçando-os com armas de fogo nas mãos, além de perseguições com veículos e atropelamentos propositais.
Algumas pessoas tiveram ferimentos mais graves onde a cabeça atingida por golpes de cassetetes teve muito sangramento.
É importante informar que durante a repressão e a manifestação não houve nenhum ato de vandalismo sequer, partindo das pessoas comuns, Punks, Anarquistas ou Anarco-Sindicalistas que estavam juntos nesse ato, ao contrário do que foi falado na mínima repercussão da grande mídia que sempre criminalisa esse tipo de movimento segundo seus interesses. Por parte dessa mínima repercurssão na grande mídia se informa que segundo a polícia, pelo menos 40 manifestantes foram presos.
A perseguição para agressão aos manifestantes persistiu mesmo após o debandar do ato, onde muitos foram presos e outros tiveram que se prestar socorro aos ferimentos em becos na clandestinidade por estarem sendo perseguidos como se fossem bandidos. Enquanto os que ameaçam com idéias o sistema dominante são perseguidos e criminalisados pelo poder público, pela grande mídia e pela polícia que deveriam os defender, ficam livres os verdadeiros criminosos, que inclusive roubam as claras e ainda podem se eleger deputados (£_£).
