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Email:: contato@midiaindependente.org >>Adicione um comentário Como sempre a polícia brasileira prefere reprimir as pessoas que estão desarmadas, pacíficas e diferentes. Não agem assim para reprimir traficantes e deliqüentes pois abem que estes estão armados e responderão violentamente. Não é esse país com que eu sonhei quando votei no novo governo. Ações policiais como essas devem ser duramente combatidas pelo governo central, em nome da democracia, da paz e do progresso. Viva a liberdade de expressão e o direito de estar nu, pois meu corpo só a mim pertence, e eu decido como quero usá-lo, desde que não seja violentamente ou prejudicando outros. Estar nu é a mais perfeita aparência de paz e serenidade. Andar nu em p*blico * atentado ao pudor, de acordo com a legisla**o vigente. Se queremos ser respeitados, devemo s respeitar as leis, primeiramente. Isso n*o justifica a repress*o * mapuche, obviamente; a pol*cia deveria apenas avis*-la. Acho que esses "protestos de nudez" s*o ativismo barato.  | Mostrar as partes mais intimas do corpo é considerado ofensivo. Quem pode se ofender com o que é natural no ser humano? As roupas são um conforto da civilização, tem objetivos de proteger nossa pele do sol, este é seu objetivo principal. Agora, se pode ser usada para expressar tendências e vender tipos de moda também a ausência de roupa pode ser uma forma de manifestação mais pura. A atitude de alguns mostra o quanto ainda somos macacos recém descidos das árvores e incapazes de evoluir. Felizmente não são todos assim, a evolução é seletiva, e tipos repressores terão sua extinção com a expansão de nossas fronteiras culturais. Não estive lá, mas também teria ficado nu. Quase numa homenagem a todos que se expuseram ao longo dos séculos. Vendo as fotos das pessoas enfrentado a policia totalmente despidos e aparentemente indefesos lembro-me de um jovem chinês que ousou parar um tanque de guerra numa cena que emocionou o mundo. Sabemos que ele morreu poucas semanas depois na prisão, mas sua mensagem silenciosa rompeu barreiras inspirando muitos a erguerem as cabeças contra qualquer força hostil. Isto é juventude, não apenas física, mas espiritual. Isto é coragem!  | H? algo que tem me deixado um tanto preocupada no interior das manifesta??es de esquerda, principalmente nas manifesta??es de rua nas quais se toma contato mais direto com a sociedade n?o militante, que ? o modo de di?logo travado com esta sociedade civil. Com respeito ? manifesta??o ocorrida no dia 27 de janeiro em Porto Alegre no qual centenas de pessoas tiraram as roupas em protesto, e sa?ram peladas acampamento afora, muitos comentadores do ato, alegando que o nu ? algo natural?ssimo, defendiam o "tratamento de choque" visual ? sociedade repressora. Esta sociedade a que se referiam n?o era a pol?cia ou algo do tipo, mas tamb?m as senhoras, os trabalhadores, as crian?as, que caretas, conservadoras e moralistas, reprimiam a nossa liberdade de ficar pelados. Tratamento de choque? Isso tem me cheirado a "coisa de pol?cia", pol?cia intransigente, ignorante, que pensa ter o direito de desrespeitar a comunidade civil. O ato tinha sua import?ncia como forma de defender os direitos ?s diferen?as culturais (como o da mo?a mapuche) contra a repress?o policial que foi dura, brutal neste F?rum Social Mundial (incluindo a cena de mais ou menos 15 homens montados ? cavalo que na noite anterior se lan?ara para cima de multid?es de pessoas durante um show). Mas n?o nos esque?amos do di?logo com a sociedade civil, estes mesmos que tamb?m foram atingidos pela pol?cia durante o f?rum e que tamb?m ? parte deste encontro, apesar de serem rejeitados na fala de uma mocinha bonitinha que estava acampada no Parque da Harmonia : "eles n?o entendem nada, a gente constr?i um espa?o de respeito, no come?o nenhum menino ficava mexendo com a gente,m? legal, e eles entram aqui e ficam mexendo, nos desrespeitando, nojento" (a fala n?o foi exatamente essa, mas passou por a?).  | toda a historia foi bastante mal contada aqui pelo midia independente. o que eu vi foi os manifestantes caminhando pelados por toda a zona do acampamento sem maiores problemas. quando um grupo, que acredito já ser bastante reduzido em relação ao original, se dirigiu ao anfiteatro por do sol, foi barrado pela policia. não quero com isso desculpar a violencia policial, mas deixar claro que os manifestantes tampouco primaram pelo bom senso, dirigindo-se a uma area de concentracao em numero reduzido.  | Vigorou dentro do III Acampamento Intercontinental da Juventude o respeito as diversidades culturais e o intercambio de culturas. Todas as pessoas, independente das etnias, entendiam-se pelo lema de: respeito as artes e as culturas, que desfrutavam de um mesmo espasso físico. Esta consciência era o que fazia as leis no acampamento. Por exemplo a natureza estava em primeiro plano, pois ela quem permitiu a condição de homens, aptos a discutir algo sobre ela mesma, todos deveriam servi-la para que a “cidade das cidades” permanecesse. As barreiras étnicas, no acampamento, não eram barreiras. Acima de idiomas sobressaiu as manifestaçoes culturais que possibilitou um alto entendimento por parte das expressões. Havia de todos os lados o interesse de comunicar-se. Aí o tom de voz o sorriso e as expressões faciais diziam mais que todas as palavras pronunciadas em tantos dialetos. O sorriso orgulhoso de um jovem ao final de um seminário sobre desenvolvimento sustentável traduzia, em detalhes, os dizeres de sua camiseta: “Un altremon és possble” . A vida alternativa que mantínhamos em comunidade com diversas etnias esbarrava em um único pormenor o mundo dos homens ( fora dos limites do acampamento ) que nos diluía a meros produtos de legislações conservadoras e de leis repressivas. As vezes o mundo dos homens invadia o nosso território em forma da cavalaria montada que efetuava, cegamente, três a quatro ocorrências por uso de maconha. Digo cegamente pois não ha como negar certas substancias estão encarnadas na sociedade e a única forma de afasta-la é através da orientação educacional. Daí por diante “cada um é cada um”. A unica agressividade que presenciei foi em uma manhã em que uma garota indiana tomava banho nua no juveiro central (aberto ao ar livre). Mas não fui agredido pela exibição do seu corpo e sim pela violência cometida contra ela, pelos PMs. Bom os policiais sofreram um ataque, de acordo com suas legislações, de atentado ao pudor ( pois foram os únicos agredidos ) para ela e toda a comunidade sua cultura foi violada ( no país onde vive não há mal em tomar banho nua) e agredida fisicamente pelos policiais que a obrigaram a sair do banho e vestir-se “ imediatamente”. Demorou à entender o que ocorria. Este ato contra todos os princípios do acampamento, foi uma injuria ao clima de igualdade mantido entre os acampados e a manifestação que seguiu foi de todos tomarem banho pelados. “ não é o fato de tomar ou não tomar banho pelado, tomo banho de cueca numa boa, mais a agressão sofria pela nossa companheira da India que é inaceitável” disse-me um manifestante. Ao conferir a repercussão deste fato através da mídia impressa e eletrónica comprovei que poucos entendiam o que e porquê ocorreu a manifestação. Não era um carnaval naturista pois garanto não tinha naturistas no início da manifestação, e não havia só homens e sim mulheres que foram respeitadas como pessoas iguais. A “putaria” que os jornalistas quiseram passar aconteceu foi nas casas deles pois era onde estavam no momento. O que eu presenciei foi harmonia e o repúdio ao ato repressivo. Após o momento de exaltação todos derrepente mantiveram-se calados como em um toque de magica todos cantavam. VIVA! VIVA! VIVA SOCIEDADE ALTERNATIVA! Confesso o clima era contagiaste e a pessoa que vos escreve não ficou nú pelo pingo de pudor que restava em alma contagiada de pré-conceitos. Se a manifestação continuasse nos limites do acampamento tudo seria perfeito mas quando resolveram invadir a cidade dos homens o que seguiu foi muita violência, gente humilhada, pessoas agredidas por estarem perto. Como a jornalista Juliana Andrade que trabalhava, coisas que eu prefiro nem narrar. EDUARDO MARIOT ARAUJO - CURITIBA PR “Faz o que tu queres a de ser tudo da lei. Fazem isso em um outro lugar não, pois não existe Deus se não o Homem. Todo o Homem tem direito de viver pela sua própria lei, da maneira que ele quer viver, e trabalhar como quiser e quando quiser, de brincar como quiser, todo homem tem direito de descansar como quiser, de morrer como quiser. O homem tem direito de amar como ele quiser de beber o que quiser de viver aonde quiser, de mover-se pela face do planeta livremente sem passaporte, porque o planeta é dele, o planeta é nosso. O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever, de desenhar, de pintar de cantar, de compor o que ele quiser. Todo homem tem direito de vestir-se da maneira que ele quiser. O homem tem direito de amar como ele quiser – tomai vossa sede de amor como quiseres e com quem quiseres, há de ser tudo da lei. os escravos serviram, viva sociedade alternativa.” Copilaçao. Raul Seixas.
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