(ou quando a Censura, discriminação ou incompetência profissional se igualam)
Trago à tona uma censura acontecida este mês no Jornal da PUC, mais para levantar questionamentos políticos sobre o papel da imprensa e nossas possibilidades de defesa, que para reparar o fato em si. Poderia catalogar a existência nesta falsa democracia brasileira de dois tipos de autoritarismos da mídia: o de esquerda e o de direita. Sou anarquista declarado; assim, mesmo se vivêssemos numa democracia, estaria lutando para viver num sistema político que não houvesse o autoritarismo da maioria sobre a minoria, mas isso já é outro assunto. Considero nosso sistema político ser uma falsa democracia pelo simples fato de haver uma organização social tão explicitamente injusta que, além dos mecanismos eleitorais serem manipulados pelo poder econômico, há a obviedade de, se a maioria decidisse sobre a minoria, a maioria da população estaria em melhores condições de vida, seja na alimentação, saúde, cultura e informação.
O que me motiva a escrever sobre este assunto pessoal é a necessidade de viver coerentemente com minhas convicções político-científicas, pois a Soma-iê, técnica que desenvolvo e vertente da Soma, criada por Roberto Freire, acredita que a saúde começa com o exercício da sinceridade individual. Ser sincero na comunicação é estar buscando viver a plenitude da originalidade única nos corpos. Como o meio social é composto por indivíduos diferentes, a agressividade torna-se necessária para expor e manter esta sinceridade no meio. Até aqui, fiz uma apresentação básica dos conceitos biológicos que defendemos. À medida que estamos num social, o ato de viver se torna um ato político (não misturar com política partidária). À medida que vivemos numa sociedade autoritária (a falsa democracia), percebemos que a sinceridade agressiva atua contra os mecanismos de poder que procuram manter a passividade e acomodação dos indivíduos. Assim, a palavra sinceridade se torna uma falácia à medida que é defendida por todos na sociedade, desde que não incomode a sociedade; isto é, aceita-se uma sinceridade de elogios, nunca de críticas. Dessa forma, s sinceridade deixa de existir; na Soma-iê chamamos essa comunicação "social" de pactos de mediocridade. E a agressividade é considerada da mesma maneira, é aceita se não incomodar, se incomodar é combatida e chamada de violência. Bioenergeticamente sabemos que a agressividade é biológica, é a forma que a natureza dotou a vida para se realizar. À medida que não se exerce a agressividade socialmente em pequenas dosagens, no ato de viver, ela se acumula e só tem dois caminhos: ou explode em violência, ou se interioriza e se transforma em inúmeras doenças psicossomáticas. Assim, diferente da maior parte da psicologia, que visa a manutenção da estrutura social (enquanto a Soma-iê luta por outra estrutrura, a libertária), para nós violência se dá pelo não uso cotidiano da agressividade: ela se acumula e um dia sai descontroladamente.
Após esta introdução, entro no assunto do título. Como fazer para se relacionar com os donos do poder da comunicação, quando somos censurados ou discriminados? Vamos aos fatos e depois aos aspectos filosóficos e políticos.
Este mês fui procurado e entrevistado por uma jornalista que faria uma reportagem sobre os espaços culturais do bairro para o JORNAL DA PUC. Depois da entrevista me disse que publicaria nosso espaço na reportagem. Alguns dias depois, liguei para informar nossa programação de fim de mês e lhe pedir seus contatos jornalísticos para a divulgação. Nessa ligação me comentou que não citou nosso espaço no jornal, dizendo rapidamente seus motivos. Quando fui à PUC fazer a divulgação corpo-a-corpo de nossos eventos, vejo o jornal e vejo a matéria. Indignado mais com a rápida justificativa da jornalista ao telefone ("vcs só praticam capoeira") que com sua mentira inicial ("vou publicar vcs na matéria"), procuro imediatamente o responsável pela publicação. Não encontrando, fui para casa e escrevi uma mensagem de e-mail (veja ela completa no final deste artigo) que mando para o Jornal, através da Redatora-Chefe, com cópia para a jornalista e amigos.
No dia seguinte, ao ligar para a Redatora, para verificar o recebimento da mensagem, ela me disse que não houve censura nem discriminação e nem tinha lido ainda minha mensagem. Quando procuro explicar minha visão e questionar a política do Jornal, explicando o conteúdo da mensagem, ela conclui que por ter recebido críticas positivas da matéira, refuta minha afirmação da matéria estar no mínimo INCOMPLETA. Neste telefonema, conclui não ser possível, para ela, denunciar a mediocridade editorial do Jornal da PUC.
No dia seguinte recebo um telefonema da jornalista me acusando de ser agressivo ao mandar um e-mail entitulado "Censura ou Discriminação". Após a ligação percebo que ela não digeriu minhas críticas e visão jornalística e só se desculpou por não ter me ligado avisando que não seria publicado após sair da entrevista afirmando o contrário. Explicações que não justificaram, como excesso de trabalho ou a adoção da mesma ação com os outros entrevistados, no mínimo mostram uma ética jornalística profissional que acredito deveria ser diferente. Me questionou o fato de não lhe procurar para esclarecer, antes de escrever para sua chefe. O velho "dois pesos e duas medidas", pois não fui primeiro procurado para ser avisado que não nos publicaria, se não a procurasse, veria direto no jornal, que mentiu dizendo que nos publicaria. Logicamente que, se mantemos um Espaço Cultural, nos interessa divulgação dele, por isso gastei meu tempo ao dar a entrevista. Mas prefiro não ter sua divulgação num veículo de informação que erra e não assume seus erros, poderia até desconfiar de haver interesses econômicos por detrás das pessoas que o produzem, mas neste caso me parece mais incompetência (não nos citando) e autoritarismo de esquerda, que sempre censurará o anarquismo, tomando como exemplo a postura da revista Caros Amigos, com ótima abordagem crítica em vários assuntos, mas que no aspecto político se parece com a censura de direita dos regimes militares - isso fica prum próximo artigo.
Os detalhes explicativos de porque uma menção ao Espaço Cultural Tesão não foi publicada beiram a surrealidade. Ora somos muito diferentes de outros espaços e mereceríamos uma matéria específica (justificativa que a jornalista construiu para ela mesma), ora somos iguais a centenas de espaços na região que só praticam um tipo de atividade, a capoeira (justificativa que explicaria, somente para ela, não dar para colocar todos os espaços culturais que ela pesquisou no bairro na sua matéria). Quando pressionei e questionei a primeira justificativa, ela disse não ser possível colocar um trabalho tão diferenciado como o nosso, devido ao cunho político (anarquismo) em poucas palavras e ser necessário uma outra matéria com mais espaço. Mesmo se houvesse outra matéria (o tempo dirá quem tem razão neste caso) não justificaria não sermos citados numa matéria abordando espaços culturais em Perdizes, onde temos 10 anos desta prática e, inclusive, únicos a incluir o seguinte nome fantasia, entre os publicados: Espaço Cultural. Quando pressionei e questionei a segunda justificativa, ela inverte seu conceito a nosso respeito e se antes somos tão especiais a ponto de justificar uma matéira específica, agora somos tão comuns que haveria centenas de espaços culturais com uma só atividade, no nosso caso a capoeira. Neste caso, ou não concordou ou não entendeu a capoeira angola ser ARTE e não esporte como lhe falei na entrevista. Ainda, somos os primeiros a praticar exclusivamente esta capoeira na cidade de São Paulo, onde começamos em 1993. Mesmo assim, este argumento é falso não só no passado (vou publicar um CD-Rom com os dez anos de atividades culturais no TESÃO) como também no presente, pois nosso espaço está realizando um evento fotográfico com um dos mais importantes fotógrafos do Brasil, Walter Firmo (www.walterfirmo.com.br).
Logicamente, não haveria este artigo, a mensagem e minha indignação se eu me submetesse a aceitar o erro de uma matéria com a esperança "marketológica" de recebermos futuramente uma matéria só nossa. Isso é um exemplo do que chamei no início do artigo de pacto de mediocridade, estaria engolindo algo que não concordo para ser agraciado futuramente. Essa é a política do que chamamos de Teoria do Sacrifício. Exemplos em macro escala são inúmeros; as religiões pedem o sacrifício agora para no reino eterno termos a recompensa; o comunismo russo pediu o sacrifício da troca de nomes da hierarquia política (dos imperadores para a vanguarda comunista) e manutenção das classes para num futuro haver o paraíso comunista (acabaram caindo no capitalismo de mercado). Os argumentos sempre são bem elaborados a seu tempo mas se baseiam em: ?esperar e se resignar?. Atualmente vemos o LULA, através do Fome Zero, querendo conter a migração nordestina ou qualquer outra ação direta que mude a estrutura da pirâmde social/econômica (quem lembra agora das frases do ministro coordenador do atual do programa assistencialista Fome Zero, Jose Graziano -
http://rui.c.vilabol.uol.com.br/joaoubaldo.html) em troca da esperança de acabar com a fome (ou reduzir a 50% !!). Voltando, a jornalista ainda poderia citar na matéria nosso espaço e avisar que na próxima edição haveria uma matéria. Mas disse não existir essa prática, parece que quer ser jornalista e não lê jornais. Isto é, as possibilidades seriam inúmeras, mas como aconteceu, e principalmente vendo que não haverá a suposta outra matéria como ela me confirmou no telefonema. Só essa postura como CENSURA, pois se houvesse uma ética editorial e jornalística séria, o fato de eu ter escrito para o jornal questionando a política editorial, não invalidaria nossa existência e possibilidade de publicação/correção de matérias sobre o Tesão. Mas nesse poder de esquerda, aquele que as coisas são maquiadas, por eu ter ferido os brios da Jornalista e Redatora, elas usam o poder para se justificar em não comunicar a existência do Tesão. Assim, na esquerda ou direita, alguém que está no poder abusa deste, e fica intocável.
Mais grave que as censuras individuais, é a censura de um agrupamento de indivíduos que mantém algo coletivo; ou colocando de outra forma, outro indivíduo que possui o PODER de definir em nome de vários indivíduos. No caso, da jornalista fiz o que acho mais saudável para minha vida e procuro ensinar a minha filha: não engolir sapo. Numa visão libertária ela poderia até aprender algo com o assunto, o que não aconteceu. Pois na visão de mercado (o velho capitalismo), ela fez seu papel de jornalista e do que esperam dela e eu fui agressivo e exagerado, ou como um espelho: surreal. O meu aprendizado neste caso seria gravar as entrevistas que dou, para ter frases como esta ditas no final: "vou publicar vocês" (nessa elocubração, talvez aí ela tivesse o cuidado ético de me avisar antes de não publicar). Terminamos o telefonema com um único consenso, não tínhamos consenso, cada um se acha com a razão. Mas a Redatora-Chefe que representa o jornal da PUC, fez o que acho mais absurdo, autoritário e eticamente deplorável: não quis me ouvir e como quem está no poder e sabe que não será atingida, deu a razão à jornalista sem querer nem tentar ver o meu lado. Mesmo depois de passados alguns dias não recebi sua resposta à minha mensagem. Quando comentei possíveis motivos, negou qualquer conspiração (palavra dela). Quando numa última tentativa de argumento (quando no telefonema com esta, supus ser mais amiga que chefe da jornalista) falei que para o leitor a matéria estaria incompleta, ela me diz "que algumas pessoas elogiaram a matéria". Se ela quer elogio, está na profissão errada ou talvez eu esteja num mundo errado, mas luto até o último suspiro pra mudar essa estrutura autoritária. Se algumas pessoas elogiaram a matéria isso não significa que a matéria não tem erro, acho que nem preciso comentar sobre isso. Acho que por isso que no capitalismo se criou o papel de OMBUDSMAN, porque se torna uma necessidade frente os abusos de poder. Mas isso não acontece somente intencionalmente, mas principalmente pela não reação das pessoas, os zés-ninguém denunciados por W. Reich há mais de meio século. O autoritarismo acontece como uma moeda que tem duas faces: o autoritário e o submisso. E se combato politicamente e visceralmente o autoritarismo, tenho de começar comigo mesmo, e duplamente, além de lutar contra meu autoritarismo (com a denúncia dos outros, posso rever meus erros) tenho de lutar para não ser submisso.
Embaixo do nome JORNAL DA PUC, na capa, lê-se: Órgão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Podemos concluir que a PUC-SP, através do seu Jornal, através da Redatora-Chefe e da Jornalista consideram que após conhecerem e me entrevistar, não consideram o Espaço Cultural Tesão como um espaço a ser divulgado em matéria sobre espaços culturais do bairro. Talvez isso se explique pelo fato de aliarmos o espaço cultural com o estudo e prática do anarquismo, que critica não só o academicismo como as religiões institucionalizadas ? preferimos a ação direta da pedagogia libertária e o exercício da fé sem intermediários (as igrejas). Alguns dirão que é paranóia minha, mas prefiro esse risco de ser considerado paranóico que engolir sapos e morrer de câncer, por desistir de lutar e defender minha forma de ver a realidade...
A pergunta final que faço agora (e no título) é: qual a diferença entre ser censurado, discriminado ou atingido por um jornalismo de baixa qualidade??
Depende do ponto de vista, quem pratica poderia ter essa diferenciação:
- se estivéssemos na ditadura militar, ou num regime de extrema direita, seria CENSURA.
- se estivéssemos num regime de esquerda, onde se disfarçam os autoritarismos, com tentativas de espera e aceitação,seria DISCRIMINAÇÃO
- se estivéssemos num regime qualquer, onde as intenções não seriam previamente direcionadas, seria JORNALISMO INCOMPETENTE.
Mas este é o ponto de vista das intenções, pois na prática O RESULTADO É O MESMO. O resultado é uma censura, se não intencional e premeditada, posterior e arrependida, mas da mesma forma o poder da informação fica na mãos de quem está EM CIMA, e independente dos argumentos; quem está EMBAIXO não tem voz, ou tendo, não é ouvido. Não fomos publicados na mídia de esquerda, escrevo para ser publicado na mídia libertária (CMI ? www.midiaindependente.org), que possui o defeito, a meu ver, de igualar os anônimos com os que assinam.
O Argumento final do jornal da PUC: ?mande uma carta para ser colocada na seção ?Carta de Leitores??, onde "os textos poderão ser editados por limitação de espaço". Politicamente falando, publicar na seção de leitores NÃO É a mesma coisa da PUC-SP/Jornal/Redatora-Chefe/Jornalista reconhecer seu erro. O que fica é um leitor (que sendo leitor dá o aval de ler o Jornal) manifestar sua opinião. Parece o politicamente correto, que em última análise justifica (para eles, não para mim) o ABUSO DE PODER.
Assim não sai o que pedi na primeira mensagem (publicada abaixo), o simples pedido do Jornal afirmar que a matéria foi INCOMPLETA. Não sai a reportagem sobre nosso espaço, promessa argumentativa da jornalista para nos censurar. E nos contentamos com um leitor paranóico (esse que vos escreve...) ter sua carta-reclamação editada numa seção de cartas.
Censura de direita é fácil de reconhecer e no Brasil é pouco praticada. Censura de esquerda se disfarça em errinhos que se analisados como procurei fazer, mostram serem mais perigosos que a censura de direita. Pois ficam imperceptíveis, maquiadas e todos engolem...
Assim digo e repito, a PUC-SP, através de seu Jornal/Redatora-Chefe/Jornalista considera que o ESPAÇO CULTURAL TESÃO, destinado a Soma-iê, Capoeira Angola, Biblioteca Roberto Freire e Anarquia, com uma década de atividades contínuas e variadas NÃO EXISTE.
Fazer essa crítica com tudo e com todos, é minha forma de ser anarquista. Quem não está acostumado com esta postura, parece ser um gasto desnecessário de energia. Pela prática de vida e estudos teóricos sobre energia, sei que viver é gastar energia; ao gastá-la, se abre espaço a entrada de novas energias. O ato de economizar é positivo para o capitalismo, pois com a estrutura doente da sociedade, economizando você acumula e possui mais ainda (como é o caso com o dinheiro), mas na vida, economizar é mediocrizar a vida, sem falar que a energia acumulada se estraga. Como o Jornal da PUC não possui ombudsman, seja você leitor, o ombudsman da sua vida...
Rui Takeguma (para o CMI)
Espaço cultural Tesão
26/03/2003
Post Scriptum 1 -
Para quem quiser decidir por si mesmo se existimos ou não, visite nosso endereço REAL (r. Caiubí 1082 fone 3864-7046) ou VIRTUAL:
http://cultura.tesao.vilabol.uol.com.br outros links:
www.soma.pagina.de
www.ie.angola.pagina.de
Http://biblioteca.rf.vilabol.uol.com.br
Http://umafotopordia.vilabol.uol.com.br
Http://f-a-c-a.vilabol.uol.com.br
Http://cecilia-ie.vilabol.uol.com.br
em breve: www.somaterapia.com
Post Sriptum 2 - resumo
este artigo nasceu pela dificuldade da Redatora-Chefe, Roberta Jovchelevich se abrir a possibilidade de admitir um erro em uma matéria no Jornal da PUC nº 212 Ano 16 página 9 da 2ª quinzena de Março de 2003
obrigado Roberta, não existir para atitudes como a sua, reforçam que quero existir para outras atitudes...
anexo
mensagem mandada para o Jornal da PUC (
acipuc@pucsp.br) em 25/03/2003 Ao Jornal da PUC,
A/c Roberta Jovchelevich, redatora-chefe
Este mês fui entrevistado pela jornalista Natália Viana, que se apresentou como jornalista e que estaria fazendo uma matéria para o Jornal da PUC sobre espaços culturais no bairro.
Após a entrevista feita, liguei para ela para passar a programação de nossa produção do final do mês (que segue no final desta mensagem), e ela me comentou que não citou nosso Espaço Cultural "por só fazermos Capoeira". Estava tão preocupado em divulgar nossa atividade com o Fotógrafo Walter Firmo (um dos mais importantes do país) em parceria com a Associação Cultural Cachoeira!, que engoli o assunto. Sem falar que ela comentou que devido ao tipo de trabalho que desenvolvemos, proporia uma outra matéria sobre nosso espaço.
Ontem ao passar pela PUC, ví a matéria no jornal e a indignação veio a tona. Procurei o responsável pelo jornal e não consegui encontrar. Independente da opinião da jornalista sobre nosso trabalho, tenho questões a colocar para verificar a opinião do Jornal sobre o assunto.
1º - Mesmo se houver outra matéria sobre nosso espaço ( supondo que ela propusesse essa pauta e o Jornal aceite ), considero a matéria publicada com o título "Perdizes oferece diversas atrações culturais" uma matéria que CENSUROU, DISCRIMINOU ou foi para que não sabe dos bastidores ( seus leitores) UMA MATÉRIA INCOMPLETA.
2º- Se houve conivência do Jornal sobre este ato, esta mensagem será inútil, mas além de desabafo poderá ser usada num CD-Rom que vou publicar a Censura que sofremos pela Fundação Cultural de Curitiba (detalhes no site:
http://rui.c.vilabol.uol.com.br/censura.html ). Assim considerarei que fomos CENSURADOS. 3º- Se não foi CENSURA do jornal e foi discriminação da jornalista em nos considerar uma academia de capoeira, pediria uma nota no próximo número do Jornal, falando da FALHA na MATÉRIA (não me importa o argumento que vcs utilizem) por talvez esquecer de nossa existência como espaço cultural, inclusive neste ano que completaremos 10 ANOS DE ATIVIDADES CONTÌNUAS na região.
Se tenho a pretensão de escrever esta mensagem, é que considero:
1º - Que somos um ESPAÇO CULTURAL que vimos desenvolvendo atividades em diversas áreas, seja culturais, políticas e pedagógicas.
2º - Nosso nome fantasia é ESPAÇO CULTURAL TESÃO, onde pretendemos ser reconhecidos como ESPAÇO CULTURAL. e devido a nossa opção política ser o ANARQUISMO, tenho vasta experiência em diversas formas de CENSURA sofridas nesta década de existência. Mas o interessante é que dentro da própria PUC existem grupos com este viés político, além de que outras mídias do bairro como o Guia do bairro, DAQUI PERDIZES, sempre tiveram portas abertas para divulgar nossos eventos (inclusive com nota este mês e matéria no mês passado quando inauguramos dentro do nosso ESPAÇO CULTURAL a BIBLIOTECA ROBERTO FREIRE).
3º - Neste histórico de 10 anos de atividades culturais (a serem completadas em novembro de 2003), fizemos atividades como Apresentação de PEÇA DE TEATRO, EXPOSIÇÕES FOTOGRÁFICAS, LANÇAMENTOS DE CD's, isso só pra citar alguns exemplos, e ainda nas áreas que qualquer pessoa ou publicação considera como CULTURAL.
4º - Mesmo se só praticassemos CAPOEIRA ANGOLA, escreveria para vcs da mesma forma, pois:
- Na minha visão de professor de capoeira angola, o estilo de capoeira que praticamos se difere dos outros mais conhecidos na mída, por ser ARTE e não ESPORTE. Em 1997, publiquei na Revista Libertárias nº2 o texto A ARTE DA LIBERDADE (
http://somaterapia.vilabol.uol.com.br/artigos9.html ). - Essa visão de que a capoeira não é esporte, não é só minha pessoal ou da atividade científica e terapêutica que desenvolvo a SOMA-IÊ (vertente da criação de Roberto Freire, a Soma). Ano passado na alemanha, diversos grupos e mestres se reuniram e criaram o Comitê Internacional para a Emancipação da Capoeira Angola, onde por exemplo, citam que a capoeira angola não aceita competição ( o que difere das outras capoeiras que produzem campeonatos e se enquadram prioritariamente no âmbito de ESPORTE). Diferenças entre essas capoeiras podem ser vistas em:
http://somaie.vilabol.uol.com.br/qualeasua.html - Mesmo as outras capoeiras reivindicam e hoje já são consideradas CULTURA POPULAR, o que criou uma jurisprudência recente em que independente do estilo de capoeira, não se precisa do diploma de educação física para ser professor. O que nos afasta do academicismo...
5º - Se mesmo após essa apresentação houver dúvidas das minhas intenções ou opiniões, estou aberto ao diálogo.
Agradeço a atenção ( e paciência para ler meu desabafo) e aguardo resposta...
Rui Takeguma
produtor cultural (
http://cultura.tesao.vilabol.uol.com.br) somaterapeuta, criador da SOMA-IÊ (
http://www.soma.pagina.de) professor de capoeira angola (
http://ie.angola.pagina.de) (
http://f-a-c-a.vilabol.uol.com.br) e fotógrafo (
http://umafotopordia.vilabol.uol.com.br) Espaço Cultural TESÃO - Perdizes - SP/SP em 25 de março de 2003
OBS. Alguns exemplos de nossas atividades culturais podem ser vista na INTERNET...
evento de março de 2003
Evento sobre Arte Fotográfica com WALTER FIRMO:
O fotógrafo Walter Firmo é um dos mais importantes nomes da fotografia brasileira. Desde 1997, participa de um Concurso fotográfico, criado pela Somaterapia, chamado de Prêmio Walter Firmo de Fotografia. A proposta é oferecer aos concorrentes uma possibilidade de ter suas fotos avaliadas pelo próprio Walter Firmo, que é o único juiz. Além de julgar as melhores, Walter Firmo faz uma palestra onde apresenta os seus critérios ao analisar TODAS as fotos participantes. O depoimento é gravado em vídeo e oferecido aos vencedores.
Dia 30 de março de 2003, Firmo apresentará as vencedoras do IV Prêmio. Será um evento gratuito e no dia anterior Firmo mostrará um pouco de seu trabalho, falando de sua experiência e mostrando 80 slides. No mesmo dia, 29/03, Rui Takeguma apresentará dois áudio-visuais sobre IBITIPOCA e LENÇÓIS.
Rui Takeguma é fotógrafo e desenvolve a vertente Soma-iê, técnica que nasceu das pesquisas de Roberto Freire na década passada e hoje segue um caminho próprio. Finalizando o evento, acontecerá um Workshop dessa técnica terapêutica nascida no Brasil.
Mais detalhes sobre Walter Firmo na internet:
www.walterfirmo.com.br
ou
Http://rui.c.vilabol.uol.com.br/wf.html
Mais detalhes sobre a Soma-iê e Rui Takeguma:
www.soma.pagina.de
serviço:
29/03 - sábado- 20 h - entrada franca
Áudio-Visuais de Rui Takeguma: Ibitipoca e Lençóis & Palestra e slides com Walter Firmo
30/03 - domingo - 15 h - entrada franca
Depoimento sobre as fotos participantes do IV Prêmio com Walter Firmo
30/03 - domingo - 18 h - 10 reais
Workshop de Soma-iê com Rui Takeguma
Local: Associação Cultural Cachuera! - r. Monte Alegre 1094 Perdizes SP-SP
Fone: 3864-7046
Produção: Soma-iê (Espaço Cultural TESÃO, Biblioteca Roberto Freire)
Patrocínio: Absinto Camargo (www.absinto.com)
Apoio Cultural: Pizzaria Macedo, Restaurante Di Torino, Associação Cultural Cachuera !e Photo Tecpress
