| E você? Já aboliu a escravidão hoje? Por Dida 2006 12/12/2006 às 13:34 Texto distribuído em BH na ocasião do Dia Internacional dos Direitos Animais Humanos e Não-humanos.  ação  panfleto Hoje em dia, em todo o mundo, e maciçamente no Brasil, escravos são forçados a trabalhar e agir de acordo com a ordem de seus mestres. Como nós, estes escravos, querem viver e serem livres. Mas, diferentemente de nós, estes são vistos como mera propriedade perante a lei. Estamos falando dos animais não-humanos. - Vendemos e compramos suas vidas como se fossem meros produtos destituídos de interesses e sensibilidade;
- Roubamos toda sua dignidade, os forçando a fazer números em circos, torturando-os em rodeios e retirando-os de sua família e seu habitat para trancafiá-los dentro de cercados nos zoológicos;
- Forçamos sua procriação e roubamos seus filhotes para nos fazerem companhia;
- Testamos nossa curiosidade científica neles, mas com o objetivo único de beneficiar a nós mesmos;
- Os criamos, engordamos e assassinamos para nos servirem de alimento ou somente para assassiná-los e arrancar sua pele.
Em outras palavras: nós os usamos. Fazemos deles nossos escravos, coisas sem interesses. Pensar que eles estão aqui para nosso proveito é tão sensível quanto o que pensavam os colonizadores a respeito dos índios, os brancos sobre os negros, os nazistas sobre os judeus. E você? Já aboliu a escravidão? A vida dos animais não-humanos pertence a eles mesmos, não a nós! Como nós, eles possuem o interesse básico de não serem propriedade de ninguém. E, exatamente como nós, eles não abririam mão desse interesse por nada nesse mundo! Trata-se então de um direito deles e não um favor que devemos fazer. No século XIX os negros se rebelaram contra a tirania dos brancos ? a luta contra o racismo. No século XX, as mulheres se uniram contra a tirania dos homens ? a luta contra o sexismo. Cabe a pessoas sensatas e respeitosas como você decidir se o século XXI poderemos nos unir pelo bem de seres que não são capazes de se organizar: os animais não-humanos. Essa é a luta contra o especismo, a discriminação de espécies. E para traçar o caminho da abolição, é necessário dar o primeiro passo: boicotar as empresas responsáveis por essa escravidão. Ninguém precisa comprar couro, nem poodles, nem ir a zoológicos. Ninguém precisa comer produtos de origem animal, todos podemos deixar de comprar produtos testados em animais e adotar animais que foram abandonados nas ruas. Chama-se VEGANISMO este ato abolicionista que é feito diariamente. Conte com nosso apoio na sua transição para o veganismo! Visite: gato-negro.org/veganismo e saiba mais. Aproveite este dia, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Animais, para refletir a este respeito. Por favor, assine a Declaração Universal dos Direitos Animais em: gato-negro.org/blog/declaracao-universal-dos-direitos-animais/. Gato Negro ? Núcleo Libertação Animal contato@gato-negro.org www.gato-negro.org
Email:: contato@gato-negro.org URL:: http://www.gato-negro.org Mutilated Regurgitator
There is an animal With mutilated guts Caused by vivisection But now escaped and MAD And this animal It is coming back To crush all companies Which support such acts
Agathocles  | Oi pessoal do gato negro!
Antes de tudo, parabéns e obrigada pelo trabalho e pelas iniciativas! Eu sou vegan há cinco anos e vegetariana há nove anos, portanto concordo com as colocações do panfleto. Contudo, fico pensando que para pessoas que não são vegans que algumas dessas colocações podem soar radicais demais, fanáticas. Alguns detalhes como "Testamos nossa curiosidade científica neles", "nos unir pelo bem de seres que não são capazes de se organizar: os animais não-humanos", podem diminuir o potencial e a credibilidade do panfleto. Primeiro, grande parte dos experimentos científicos, não testam uma mera "curiosidade científica", mas buscam soluções para doenças que podem salvar milhares de vidas humanas e algumas não humanas também. É claro que é um absurdo o que fazem, que existe uma grande arrogância humana em achar que a vida e todos os recursos do planeta estão aqui para nos servir. Mas o que eu contesto, é a forma de dizer isso. Já refleti muito sobre essas formas de dizer as coisas, inclusive tendo com referência experiências com as pessoas com quem eu convivo. Essa colocação, "nos unir pelo bem de seres que não são capazes de se organizar: os animais não-humanos", também não concordo. Existem tantos animais, na verdade a maior parte dos animais "não humanos" são capazes de se organizar. Sei que isso é um mero detalhe, que parece até picuinha eu estar falando disso,mas para as pessoas que já olham de fora e na defensiva, pode ser um detalhe que tire a credibilidade do trabalho e dê margem a pensamentos como, "que embasamento têm essas pessoas?". Insisto que admiro o trabalho de vocês e compartilho os ideais em todos os sentidos da minha vida. Espero que possam receber o comentário com abertura.
Saudações!  | Mariana,
Esse foi um texto nacional, distribuído em 19 cidades. Essa é a versão do Gato Negro, com poucas modificações.
Antes de mais nada ser vegano(a) não significa necessáriamente uma postura abolicionista. O Gato Negro é um grupo vegano e abolicionista. Procure saber sobre o assunto "abolicionismo animal". Não vou entrar nesse assunto agora para responder seus questionamentos.
1)"Testamos nossa curiosidade científica neles". Sim, se vc leu "Libertação Animal" vai entender que 99% das pesquisas "científicas" com animais são por puro aventurismo. Não são pesquisas sérias. Por outro lado, direitos são sempre invioláveis, sejam direitos humanos ou animais. Portanto, não se justifica qualquer experimento (não terapêutico), seja ele por curiosidade ou por motivos sérios envolvendo humanos ou animais.
2) "nos unir pelo bem de seres que não são capazes de se organizar: os animais não-humanos". Sim, os animais não-humanos não são capazes de se manifestar contra as atitudes especistas e antropocêntricas dos animais humanos. Então não há de forma alguma um erro nessa colocação. Animais não protestam e nem podem lutar pelos seus direitos de forma organizada. Essa frase fora do contexto poderia dar múltiplas interpretações, mas dentro do panfleto cumpre seu sentido.
Suas colocações são muito importantes, mas na prática, como diz o relato, o texto foi MUUUUITO bem aceito. Acreditamos que a seriedade que ele coloca a questão animal tira a discussão do aspecto "ter dó" para o aspecto "político" e ético.
Abraços
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