| A Mística Feminina Por Betty Friedan 25/02/2007 às 22:18 Um dos livros mais importantes do século XX não é mais editado em português, dificultando pesquisas e estudos sobre ele. Para corrigir essa situação, agora está disponível a cópia digital do livro. Betty Friedan - Mística Feminina.pdf - Betty Friedan lançou a "Mística Feminina" em 1963, como resultado de suas pesquisas sobre o estilo de vida estadunidense que incentivava a mulher a ser apenas dona-de-casa e viver em função do marido e filhos.
Ao expor o incentivo ao consumismo desse sistema e mostrar que a vida dessas mulheres era fonte de inúmeros problemas sociais e psicológicos devido à anulação da personalidade feminina e descarga de frustrações em outras pessoas, o livro ajudou a impulsionar a segunda onda do feminismo.
Infelizmente, a "Mística Feminina" não teve muitas edições em português, e é difícil de ser encontrado em sebos e bibliotecas públicas.
Para corrigir essa situação, agora está disponível a cópia digital do livro. O escaneamento foi realizado de forma a preservar a formatação original, permitindo citações em trabalhos acadêmicos.
Este arquivo corrige falhas no escaneamento e melhora a qualidade de arquivo mais antigo.
>>Adicione um comentário "As mulheres americanas estão impedidas de crescer até atingir sua capacidade humana total" (Betty Friedas)
Essa autora vale a pena ler sim, e não digo isso na minha condição d mulher, mas de ser humano em evolução. Um pouco da vida dela: Dona-de-casa em um subúrbio confortável, mãe de três crianças e esposa zelosa (descontados o gênio tempestuoso e as eventuais quebras de louça), Betty Friedas mudou o mundo, em 1963 -para todo o sempre-, quando publicou um livro que começara, anos antes, como trabalho de faculdade. A Mística Feminina discorria, com todas as letras, sobre como as mulheres americanas estavam neuróticas, deprimidas e frustradas com a vida doméstica que, de acordo com a propaganda da época, deveria ser seu ideal de felicidade. Advogou a igualdade entre os sexos, recusou-se até a ofim a declarar guerra aos sutiãs, aos homens ou ao casamento e não se prestou ao ventriloquismo marxista tão em voga nas décadas de 70 e 80. Betty morreu no dia 4, aos 85 anos, de insuficiência cardíaca, amparada pela história: o diagnóstico que ela publicou em 1963 é um dos mais justos, sensatos e razoáveis já feitos sobre a condição feminina.
É uma gde pena o livro não ter feito sucesso aqui no Brasil mas era de se esperar. Pq? (pasmem!) O Brasil é um dos únicos países no mundo q tm baixíssimo indice de maxismo na socidade! Nesse ponto já evoluímos, mto recentemente, e devemos cuidar para q a sociedade não estagnize.  | Com o livro A Mística Feminina, conquistou leitoras que, como ela, eram exclusivamente mães e donas-de-casa. Pela primeira vez, este imenso grupo de mulheres começa a mostrar sua força. Betty as convida a estudar e trabalhar fora, sem para isso abandonar a família. No livro, ela critica também a dispensa do trabalho feminino, requisitado durante o período de guerra, para dar aos homens mais chances no mercado profissional. Depois da publicação do livro, que causou escândalo e polêmica nos Estados Unidos, Friedan fundou e tornou-se a primeira presidente da Organização Nacional das Mulheres. Saiu em campanha pelo reconhecimento legal de direitos iguais para as mulheres. Em 1980, lançou o livro O Segundo Estágio, que defendia a cooperação entre homens e mulheres no trabalho, e, mesmo acusada pelas feministas radicais, que a consideraram ?traidora? da causa, prosseguiu com seus textos, nos quais fala da importância de uma sociedade mais justa para ambos os sexos.  | Discordo do comentário acima: o Brasil é um país extremamente machista. A violência doméstica é escandalosa, o andamento de processos relacionados a crimes contra mulheres é absurdamente lento ou inexistente. O desprezo pelas mulheres é gritante: elas só são valorizadas pela beleza (especialmente europeizada) e juventude, e as meninas são estimuladas desde a infância a apenas agradar aos homens, serem vaidosas, fúteis e sempre bonitas. Como ninguém é assim, a auto-estima das meninas é minada desde cedo, enquanto há o aumento da dependência da opinião masculina. A maior parte de pessoas vivendo na pobreza e miséria são mulheres. O salário das mulheres é mais baixo que os dos homens que ocupam os mesmos cargos, e a aparência e conduta na vida privada é sempre invocada antes de seus méritos profissionais. Pra piorar, a maior parte dos homicídios de mulheres se deve ao fato de os homens não aceitarem que elas dêem a suas vidas rumos diferentes do que eles planejaram pra elas. Se isso não é machismo... A mística feminina não fez sucesso no Brasil pelo mesmo motivo que vários livros importantes para o movimento feminista não fizeram sucesso: tiveram apenas uma edição (ou importamos uma edição portuguesa, como é o caso da Kate Millett), e foram divulgados de forma bastante depreciativa na mídia. Poucas mulheres tiveram a coragem de ler as obras após ver os comentários agressivos e insultantes feitos sobre as feministas e seus livros! Pra quem duvida, vale a pena ler o artigo da Rachel Soihet: "Zombaria como arma antifeminista: instrumento conservador entre libertários", publicado na Revista de Estudos Feministas v.13 n.3 Florianópolis set./dez. 2005 Soihet - zombaria como arma antifeminista.pdf -
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