Se você não sabe da história, eu estou enviando os endereços onde tudo isso foi contado, inclusive dos textos que publiquei no CMI em 2005.
Texto 1 - Publicado no CMI em 24/10/2005 At 17:56
http://brasil.indymedia.org/en/red/2005/10/333896.shtml Outros textos e documentos no meu site:
http://leonildoc.orgfree.com/crimes.htm Depois de ler esses textos você verá que nós temos usar todas as nossas forças e inteligência para mudar esse sistema perverso e excludente, garantindo justiça e direitos àqueles que estão por vir. Eu fui oprimido e excluído porque não há uma lei que garanta a assistência estudantil como direito do aluno. Tentaram, de todas as formas possíveis, expulsar-me da Universidade e, para isso, bloquearam o meu acesso às bolsas estudantis. Sendo as bolsas liberalidades da instituição, é fácil, muito fácil mesmo, prejudicar o aluno que necessita delas. Basta impedi-lo de recebê-la e, assim, expulsá-lo da universidade. Usam a exclusão econômica para impor a exclusão intelectual e social.
Mas eu resisti. Lutei com todas as forças e derrotei o sistema. Contudo, as regras continuaram as mesmas. Passaram a respeitar-me, porém, continuam fazendo com os outros aquilo que fizeram comigo. Por isso, não podemos perder, de forma nenhuma, essa possibilidade de mudar o sistema e suas regras.
Conto a minha história não para remexer cadáveres do passado, mas para que todos saibam porque essa ocupação é importante e porque eu, assim como outros, lutamos com tanta obstinação. Somente aqueles que sentiram o ferro em brasa da opressão no lombo podem lutar assim. Nós sabemos que o sistema é desgraçado e que ele está expulsando muito aluno pobre, estudante de escola pública, dessa universidade. Por isso a assistência estudantil é importante. Por isso essa ocupação lava a minha alma e a de outro.
Portanto, engana-se quem pensa que eu estou escrevendo para aparecer. Não, não é isso. Estou escrevendo para que justiça seja feita e as próximas gerações não passem pelo que eu passei. Lutar contra esse sistema é lutar contra o mal que ele representa. COntudo, eu ressalto, a minha história é um exemplo de injustiça, mas ela não deve ser usada contra as pessoas que praticaram tais injustiças. Não precisamos puni-las com ferro e fogo, pois o mal que se faz aqui na terra é igual um bumerangue, ele sempre volta com a força dobrada com que foi lançado.
Outro ponto que é importante citar refere-se ao fato de não ter sido aberto nenhum processo administrativo para apurar as coisas que eu denunciei. E, para piorar, no final do ano passado abriram um processo administrativo visando punir-me por denunciar tais fatos. Esse processo está correndo na Faculdade de Direito. Isso é uma amostra da perversidade e maldade que caminha aqui dentro da USP. Temos que mudar isso. Não podemos deixar que outras pessoas sejam vítimas desse sistema.
Deus salve a ocupação.
