Após o início da manifestação anti-G8 na Avenida Paulista na tarde de sábado, onde o número de policiais era infinitamente superior ao número de manifestantes, um incidente com uma das lojas do McDonalds resultou em correria, pancadaria, destruição e dezenas de prisões, resultando em mais de 140 ativistas presos, segundo a Polícia Militar.

O grupo de manifestantes que ocupava um dos sentidos da Avenida Paulista foi dispersado com bombas de gás lacrimogênio e tiros com balas de borracha, com a dispersão do grupo, uma parte desceu pela Rua Augusta onde foram encurralados pela polícia, enquanto outro grupo jogava pedras na polícia e destruíam agências bancárias na própria Avenida Paulista (Banco do Brasil, Sudameris e Santander foram os alvos).

Após a polícia cercar os manifestantes, onde a tropa de choque jogava bombas e policiais do outro lado atiravam, um grupo desceu pela Rua Haddock Lobo correndo por cima dos carros; enquanto isso a polícia prendia todo e qualquer suspeito, revistava pessoas com mochilas,e perseguia manifestantes quarteirôes de distância do ponto central do confronto.

Um dos episódios que mais chamou a atenção ocorreu dentro do Center 3 (localizado na esquina da Rua Augusta x Av. Paulista), onde um professor de matématica foi tirado brutalmente de dentro de uma sessão de cinema por policiais sem identificação, o professor que teve seus documentos apreendidos se revoltou com a atitude da polícia e protagonizou uma enorme discussão com o comandante da PM em frente ao shopping, enquanto isso manifestantes e populares chamavam os policiais de fascistas!

Um fotógrafo da Folha de São Paulo também foi agredido por policiais e diversos carros foram destruídos, outros manifestantes também apanharam da polícia e foram encaminhados ao hospital, enquanto outra parte se dirigia ao 4º DP.

Sobre o início do tumulto há divergências, muitos afirmam, inclusive jornalistas, que a polícia atirou primeiro e que por conta desse primeiro ato, outros atos de violência se sucederam; já outra parte afirma que o ataque ao McDonalds culminou com toda a violência policial!