Moradores da comunidade contaram que durante a ocupação do exército na Providencia, agressões verbais e físicas se tornaram cotidianas. As ruas estão escuras, pois os policiais atiram nas lâmpadas. Alguns moradores chegaram a ouvir policiais dizendo "Acabou a festa, todo mundo pra dentro, enquanto atiravam nas lâmpadas". Todos os dias a partir das 17 horas, os policiais realizam blitz em três ruas que cercam a favela. Na Barão da Gamboa, um caminhão do exército estaciona próximo ao prédio da Associação de Moradores enquanto os soldados armados fazem revistas. A partir das 20h, é decretado um "toque de recolher" informal na comunidade, pois os soldados mandam todos irem para suas casas e não saírem mais.

Apesar do medo, alguns familiares de vitimas deram suas declarações. Mesmo antes desta ocupação do exército, os moradores da Providência ja vinham sofrendo por conta do novo comando do GPAE que atua na comunidade. Desde a entrada do capitão Zuma, já ocorreram 19 execuções de moradores. Seguindo orientações do sub-procurador Leonardo Chaves, a associação de moradores da Providência irá preparar um dossiê reunindo todos os casos de violência ocorridos ultimamente.

Além de moradores da Providência, o Ministério Público ouviu também moradores do Morro do Pinto e do Jacarezinho (ver por exemplo, notícia no Globo Online  http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/01/12/ministerio_publico_vai_investigar_acao_da_policia_no_jacarezinho_crianca_morta_enterrada_no_caju-327992823.asp)

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