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| | (SP) Ato Público pela Humanização do Centro Histórico Por cmi-sp (alface) 24/07/2008 às 23:27 28 de julho, segunda-feira, concentração às 9 horas nas escadarias da Catedral da Sé.
*QUEREMOS UMA CIDADE LIMPA E UMA CONSCIÊNCIA SUJA?*
As organizações que atuam no centro da cidade de São Paulo estarão realizando, nesta segunda feira dia 28 de julho, um Ato de denúncia das ações higienistas e agressivas que vem sendo realizadas pela Prefeitura contra a população que vive e habita o centro.
O ato pretende questionar os poderes públicos e suas entidades parceiras na ?Aliança pelo Centro Histórico?, com a entrega de um ?troféu simbólico?.  cartaz do ato Não à Violência! Participe da Aliança pela Vida!
Cidadãos que habitam as ruas do centro e que tentam se proteger do frio deste inverno estão sendo desrespeitados e agredidos. A qualquer hora do dia ou da noite, vêm suas roupas e cobertores confiscados ou molhados pelos jatos d´água dos carros-pipa da prefeitura, são obrigados a fugir dos sprays de pimenta que lhe são lançados por policiais diretamente em seus rostos.
Essa ação higienista não vê diferença entre o lixo ou os seres humanos, aos quais só restou a rua para viver. Sem um teto, sem trabalho, sem adequada política pública de atendimento social, estas pessoas, especialmente desde o dia 3 de julho, vêm sofrendo seguidos atos violentos. Tudo isto às vésperas dos 4 anos do massacre dos 7 moradores de rua no centro de São Paulo.
REPUDIAMOS a desumanidade de ações que buscam exibir uma cidade limpa, mas que agridem os cidadãos mais vulneráveis, sem sequer dialogar com aqueles comprometidos com a causa.
QUESTIONAMOS os parceiros da "Aliança pelo Centro Histórico": a prefeitura, o governo estadual, a Associação Viva o Centro e suas Ações Locais, bem como seus patrocinadores: BM&Fbovespa, Nossa Caixa, Associação dos Advogados de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo:
O que esta violência tem a ver com a proposta da Aliança quando esta diz ?qualidade total nos quesitos de zeladoria urbana? e ?controle da ocupação irregular do espaço público??
Solidariedade a outros trabalhadores paulistanos que também têm sido vítimas desta violência, como os catadores de materiais recicláveis e os ambulantes.
Solidariedade às crianças e adolescentes em situação de risco social e aos ocupantes de imóveis abandonados, de favelas e de cortiços, seguidamente desalojados por mero interesse de valorização imobiliária.
Solidariedade às pessoas de outras regiões desta e de outras cidades, de onde temos recebido depoimentos da mesma gravidade.
As organizações que trazem estas denúncias convidam a todos que se sensibilizam por esta causa a participarem da ALIANÇA PELA VIDA, e exigem:
. o fim imediato de todos os atos violentos e das ações de remoção e expulsão no centro de São Paulo!
. o fim da criminalização da pobreza!
. abertura de diálogo para a construção de programas sociais que apontem soluções conseqüentes para a população em situação de rua ? adultos e crianças!
. o cumprimento da Lei Municipal 12.316 de Atenção à População de Rua.
São Paulo, julho de 2008.
Movimento Nacional da População de Rua, Movimento Estadual da População de Rua, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Fórum das Organizações que Trabalham com a População em Situação de Rua, Sefras, Rede Rua, Fórum Centro Vivo, Fórum de Debates sobre a População em Situação de Rua, Organização de Auxilio Fraterno, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Programa Agente na Rua, GARMIC, CEDISP, União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Marcha Mundial de Mulheres, Executiva Municipal do PSOL, Ação da Cidadania, LAC Travessia, Centro Comunitário São Martinho de Lima, Fórum das Pastorais Sociais da Arquidiocese de São Paulo, Pastoral do Povo da Rua, Pastoral do Menor, Pastoral da Moradia, Cáritas Diocesana de São Paulo (entidades até a presente data).
Email:: centrovivo@gmail.com >>Adicione um comentário http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1006200827.htm SP faz parceria para banir mendigos e camelôs do centro Prefeitura afirma que moradores de rua serão convidados a se mudar para albergues; projeto é lançado em ano eleitoral Programa compreende as regiões dos largos de São Bento e São Francisco, as praças da Sé e do Patriarca, e o Pátio do Colégio VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO DA REPORTAGEM LOCAL Em ano de eleições municipais, a prefeitura, em parceria com o governo do Estado e a iniciativa privada, lança um novo plano de revitalização e ocupação do centro que pretende banir o lixo, a violência, os camelôs, os mendigos e os moradores de rua. Batizado de Aliança pelo Centro Histórico, o programa abrange o chamado triângulo histórico: os largos de São Bento e São Francisco, as praças da Sé e do Patriarca e o Pátio do Colégio. É a cidade de São Paulo tal como era em 1810, uma área de meio quilômetro quadrado que, hoje, equivale a apenas 2% da jurisdição da Subprefeitura da Sé. "Apesar de ser pequena, é uma área crítica. O intuito não é criar coisas novas, mas cuidar bem do que já existe", diz Marco Antônio Ramos de Almeida, superintendente da ONG Associação Viva o Centro, um dos parceiros do projeto, que deve custar ao menos R$ 1 milhão por ano à instituição. Segundo a organização, entre 45 e 60 dias antes das eleições, não haverá lixo nas ruas nem lâmpadas queimadas nem calçamento solto ou buracos. Mendigos e moradores de rua serão convidados a se mudar para albergues, e entidades assistenciais que servem refeições serão orientadas a levá-los "a comer em locais com higiene mais adequada". "Não é a retirada [dos mendigos]. É simplesmente não abandonar essas pessoas, é procurar encaminhá-las para tratamento. Não é tirar daqui, e, sim, organizar", afirma o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo. "Vai dar trabalho, mas é um convencimento que precisa ser redobrado", diz Almeida. Assistentes sociais Segundo Matarazzo, a prefeitura pretende aumentar o número de assistentes sociais na região para atrair os mendigos aos albergues e criou a coordenadoria da população de rua. "No tratamento, abre-se um horizonte até para trabalhar", completa o secretário. Além da prefeitura, a medida tem apoio de empresas da região, como a BM&F Bovespa. Para o coronel Álvaro Camilo, comandante do policiamento do centro, o comércio ambulante e a presença de camelôs promovem uma "desordem urbana que traz a criminalidade". "Quando os policiais passam, não vêem a rua nem as lojas, tamanho é o número de camelôs. É um ambiente propício para o batedor de carteira", diz. Transporte Com circulação de 1,2 milhão de pessoas por dia, a região é fartamente servida de transporte público: além de três estações de metrô (São Bento, Sé e Anhangabaú), há conexões de ônibus em dois importantes terminais, o Bandeira, o parque dom Pedro 2º e o Pedro Lessa. A região foi dividida em cinco microáreas, que serão monitoradas dia e noite por 20 agentes que informarão, em tempo real, os problemas do centro. Depois, a idéia é expandir a iniciativa para outras partes da cidade, como a praça da República. Para o urbanista Gilberto Belleza, presidente do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), a revitalização passa pela ocupação e o uso residencial dos prédios, por meio de intervenções do poder público. "É preciso mais do que iniciativas. Elas precisam se concretizar", diz.  | 9/6/2008
Quantas vezes por dia é preciso varrer ruas e praças do centro de São Paulo? Duas vezes, como acontece agora? Ou quatro vezes, como seria de se exigir para que a região permanecesse realmente limpa? E quanto custa duplicar o serviço e acertar os horários de varrição? São estes os detalhes que faltam para que prefeitura, Estado e iniciativa privada anunciem oficialmente a Aliança pelo Centro Histórico, pacto para a implantação de um programa de qualidade total e tolerância zero em 35 pequenas ruas e praças do centro da cidade.
Sergio Zachi
Andrea Matarazzo: Um centro tranqüilo para trabalhar e fazer turismo
Exatamente onde São Paulo nasceu há 454 anos, num triângulo de apenas meio quilômetro quadrado, delimitado hoje pelo Largo de São Bento, a Praça da Sé e o Largo de São Francisco, com o Pátio do Colégio no meio, se tentará criar um espaço de utopia urbana. Segundo os planos, nesse pedaço de São Paulo, ainda nestes dias de junho/julho, antes das eleições municipais, não mais haverá lixo acumulado nas esquinas, funcionarão todas as lâmpadas da iluminação pública, o piso de pedras portuguesas das vias de pedestres - 85% da área - não terá falhas, nem o asfalto, buracos, crianças não dormirão debaixo das marquisas e os mendigos serão recolhidos a um albergue, longe do triângulo. Aos poucos, o meio das ruas de pedestres deixará de ser ocupado pelas banquinhas de barulhentos camelôs e pelos silenciosos homens-sanduíche, tristes personagens que anunciam a compra de um ouro que aparentemente ninguém vende. Onde já são raros os crimes violentos, não haverá pequenos furtos, pois com permanente vigilância será eliminado aquilo que o coronel PM Álvaro Camilo, 47 anos, comandante do Policiamento da Área Centro, chama de "desordem social" (desocupados, população de rua, mendigos) e que, aliada à "desordem física" (prédios abandonados, terrenos baldios, ambientes degradados), são causas da violência. Com ruas, enfim, limpas e tranqüilas, as cerca de 1,2 milhão de pessoas que ali trabalham ou por ali transitam diariamente poderão fazê-lo sem outra preocupação, talvez, do que com a superlotação dos trens nas estações de metrô (Anhangabaú, Sé, São Bento) ou dos ônibus nos terminais da vizinhança (Pedro Lessa, Praça da Bandeira e Parque Dom Pedro). Freqüentadores do bar Salve Jorge, na minúscula rua Antônio Prado, não mais se preocuparão com trombadinhas e pedintes, e poderão concentrar-se na volatilidade dos negócios da instituição em frente, BM&F Bovespa, a mais rica do pedaço em valor de mercado (R$ 30 bilhões). Ali perto, na esquina da Rua do Tesouro com Boa Vista, funcionários da presidência de outra instituição muito rica, o estadual Banco Nossa Caixa (R$ 3 bilhões), estarão focados em como será a vida com um novo patrão, provavelmente o Banco do Brasil.
Como a preparar-se para o futuro, empresas comerciais e de serviços da região reciclaram seus imóveis nos últimos anos, quando a melhora em geral da economia fez aparecerem os consumidores e a prefeitura começou a interessar-se pela criação de um ambiente de negócios no centro da cidade. Algumas delas, grandemente geradoras de empregos como a Atento, call center ligado à Telefônica, mudaram-se para o triângulo. Para lá também foram quatro campi da Uniesp, e uma quinta extensão universitária virá de Guarulhos para se instalar - é a nova moda - nos andares superiores do Shopping Center Light do outro lado do Anhangabaú, fronteira do triângulo. "Faculdades são importantes porque asseguram movimento à noite", diz Marco Antônio Ramos de Almeida, superintendente da Associação Viva o Centro, de onde partiu a maioria das coisas boas que aconteceram na região central de São Paulo nestas duas décadas.
A ausência de garagens e estacionamentos subterrâneos é, porém, um problema. A Santa Casa de São Paulo, por exemplo, tem oito prédios na área para locação. Um deles, de 12 andares, o Ouro para o Bem de São Paulo, na Álvares Penteado, foi inaugurado em 1932, durante a revolução constitucionalista. Por falta de garagens, um conjunto de 90 metros quadrados, aluguel de R$ 1.080 mensais e condomínio de R$ 800, continua vazio. A procura crescente de outras salas e conjuntos, entretanto, tornou sem efeito a promoção que permanece anunciada na portaria do edifício: "Pague aluguel somente a partir do quarto mês".
Na gestão de Marta Suplicy (PT), a própria prefeitura abriu o caminho da revitalização, transferindo-se para o Viaduto do Chá, à entrada do triângulo. E a gestão atual, de Gilberto Kassab (DEM), à frente o secretário das Subprefeituras, Angelo Andrea Matarazzo, transformou o centro histórico em uma das amostras de sua administração. Matarazzo contesta que se pretenda criar no centro de São Paulo, uma região "higienizada", discriminatória. "Queremos fazer do centro um lugar onde todos se sintam bem, trabalhem, passeiem, façam turismo tranqüilamente. Sim, será uma região limpa. Mas isso não é ser contra pobre, porque pobre também gosta de limpeza. Tínhamos 3 mil moradores de rua em São Paulo. Hoje são entre 300 e 450. Sem truculência, mas com persistência, nossa equipe vai lá, conversa. Eles acabam concordando em ir para um albergue e muitos até voltam para a família. A maioria da população de rua tem problemas mentais ou de drogas. Precisa ser tratada", diz Matarazzo. "Veja: também não há mais criança carente pelo centro, nem aqui nem na praça da Sé", acrescenta o sobrinho-neto do famoso conde Francesco (Castellabata, Itália, 1854-São Paulo, 1937), em frente à Galeria Prestes Maia.
Às costas do secretário, na multidão de pedestres, ao meio dia de uma quinta-feira, as duas únicas crianças no campo de visão estão acompanhadas dos pais. Vieram de Bauru, saíram do Hotel Othon, na Líbero Badaró, apreciaram a estátua de José Bonifácio de Andrada e Silva e agora vão na direção da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde o pai se formou.
Ramos de Almeida, 62 anos, aposentado depois de trabalhar 30 anos na antiga sede do Banco de Boston na Líbero Badaró, diz que a região escolhida é emblemática porque é a que representa a São Paulo das primeiras décadas do século 19. Em seus arredores, naquela época, começava o interior (Há um quadro de 1826 do inglês Charles Landseer, com a perspectiva a partir da rua do Paredão do Piques, hoje Xavier de Toledo, em que aparecem destacadas contra o horizonte as torres do Colégio, do Rosário, da Sé, do Carmo e de São Francisco. O triângulo histórico de hoje ocupa exatamente o espaço retratado pelo lápis de Landseer). "Este é um projeto piloto. Depois, pode e deve expandir-se para outras áreas", diz Ramos de Almeida.
Para a execução desse plano a prefeitura entrará com a maior parte do trabalho - policiamento comunitário, repressão ao comércio irregular, limpeza, iluminação, conserto de calçadas, assistência social. A Polícia Militar patrulhará as ruas, com carros, bicicletas, a pé, e até uma novidade - as "seg way", veículo de duas rodas ligadas por um eixo sobre o qual se equilibra o vigilante. Ideal para uso em curtas distâncias e velocidade de 20 quilômetros por hora, o engenho ainda não ganhou apelido mas já é visto em alguns estacionamentos de shopping centers.
A PM combaterá o contrabando, a pirataria, a carga roubada, o tráfico de entorpecentes. "Haverá integração com a prefeitura e outros órgãos do Estado", diz o coronel Álvaro Camilo. "A intenção não é reprimir. Queremos que as pessoas se sintam bem, em paz e segurança. Se tivermos de prender um cidadão que está vendendo produto pirata, vamos explicar para o pessoal que se junta ao redor: pirataria é crime que, além de tudo, tira o emprego de milhares de pessoas".
Perguntado se a operação no centro histórico está baseada na tolerância zero do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. o coronel Camilo se esquiva. "Gosto de dois estudiosos da violência nos Estados Unidos, George Kelling e William Bratton, com sua teoria das 3broken windows3 (janelas quebradas): conserte-as ao primeiro vidro rompido, se não, em pouco tempo, não haverá vidraça inteira no quarteirão".
À teoria das janelas quebradas, o engenheiro Amaury Pastorello, subprefeito da Sé, região administrativa a que pertence o triângulo histórico, acrescenta a responsabilidade do administrador. "O importante", diz, "é cada um fazer a sua parte. Se fizer com qualidade total, dará certo". Sobre os ambulantes que ainda infestam o centro, Pastorello diz que "é preciso tirar e não deixar voltar". Ele exemplifica com o que aconteceu no bairro de Pirituba, na zona noroeste, onde foi subprefeito no início da gestão José Serra (PSDB) na prefeitura. "Aos sábados, havia uma feira de produtos de procedência duvidosa. Entregamos aos feirantes um panfleto: hoje é o último dia. No sábado seguinte, quando eles chegaram, a PM já ocupava toda a área. A feira acabou".
A Aliança se completa com a participação da iniciativa privada, representada pela Associação Viva o Centro, criada há 18 anos por inspiração do então banqueiro Henrique Meirelles e que continua na presidência da ONG, acumulando-a com a do Banco Central. A Viva o Centro, instalará, às suas custas e em imóvel cedido pela Prefeitura, uma central (zeladoria) para acompanhar durante 24 horas tudo que acontece na área. Esta será dividida em cinco microáreas- São Francisco, Líbero Badaró/S.Bento, Boa Vista/Pátio do Colégio, 15 de Novembro/Álvaro Penteado e Sé. Os "zeladores" circularão permanentemente em cada subárea e se reportarão à central. A Viva o Centro já tem planejadas 19 ações locais a serem desenvolvidas nas subáreas e elas começarão a ser executadas 15 dias após o lançamento oficial da Aliança. O intervalo é para que os empresários da região tomem conhecimento da novidade e se preparem para colaborar com ela. "Precisamos, por exemplo, combinar os horários de colocar o lixo para a coleta. A intenção é que isso ocorra 3just in time3, para que os sacos não fiquem abandonados na esquina e o mau cheiro não se espalhe. Tudo tem que funcionar num padrão de rigorosa qualidade", diz Ramos de Almeida.  | Sou afavor da retiradas destas pessoas ai da rua elas so fazem sujeira acabam por deixa feio o centro da cidade si não querem sair por bem que sejam tirado a força mesmo porque elas não vaum trabalhar e ainda tem gente que defendem porque não levam pra suas casas hora bolas pagamos nossos impostos queremos a cidade 'fora mendigos foram quem não tem o que fazer a cidade e pra quem e últiu pra ela.
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