A marcha contou com o bloco negro, dessa vez na retaguarda, com vários partidos e movimentos sociais,
ativistas, militântes e pessoas da comunidade gay.
A manifestação, que saiu da praça Santos Andrade às 11:30 rumo ao caçadão da Rua XV, local muito frenquentado aos finais de semana pela pessoas de Curitiba e região metropolitana.

O ato teve forte impacto nos transeuntes que dessa vez foram informados por um panfleto construído pelo movimento contra a intolerância, muito bem feito, esclarecendo o propósito da manifestação, busca dos direitos pela livre orientação sexual e denuncia dos grupos fascistas instalados em Curitiba. No informativo estava contido principais símbolos utilizados pelas gangues, afim de serem reconhecidos por qualquer um.

A comunidade teve boa receptividade para com os manifestantes, notava-se a solidarização com a causa.

Seguindo até a Rua Marechal Floriano, o bloco negro separou-se da manifestação. Era uma intervensão mais pontual em frente à um estabelecimento comercial onde sabidamente emprega indivíduos com afinidades neo-nazistas.
Parados em frente à loja 'Túnel do Rock', o bloco negro disferia gritos de ordem como: "Fascismo em Curitiba, Não passarão", "Alerta, alerta, alerta antifascista". A reação de um dos conhecidos 'neo-nazis' foi levantar a camiseta e apontar para uma tatuagem, em demonstração de enfrentamento ao grupo.

Após a intervenção, o bloco negro retorna, mas dessa vez à frente da manifestação seguindo até o bondinho da XV, lugar referência no calçadão.
Ali o ato se concentrou numa banquinha onde várias denuncias foram feitas publicamente às pessoas que passavam pela rua, entrega de materiais e confraternização entre os diferentes grupos reunidos pela mesma causa.

O movimento contra à intolerância informa que as ações continuarão. Serão feitos debates sobre livre orientação sexual, amostra de vídeos, teatros e outras intervenções durante os próximos meses.