Dois dias após o término da Conferência de Copenhangue, manifestantes de várias capitais brasileiras, entre as quais São Paulo e Belo Horizonte, que pretendiam realizar um protesto contra o aquecimento global, foram surpreendidos por forte chuva de granizo.
?Consideramos insatisfatórios os acordos realizados na capital dinamarquesa no que se refere a conter a emissão de poluentes. Precisamos salvar o planeta!? afirma o estudante de biologia Gutembergue dos Santos Marcolino, um dos idealizadores do ato. ?Trafegávamos pela rodovia Candido Portinari em direção a São Paulo, quando começou a chover granizo. Não tivemos como continuar nossa viagem, por isso iremos remarcar nossa manifestação para outra data? concluiu decepcionado o estudante.
Em Belo Horizonte, capital mineira, centenas de estudantes que se concentravam em frente ao consulado dos Estrados Unidos em protesto contra o posicionamento do presidente Obama em Copenhague, tiveram que se dispersar em função da chuva de granizo.
?Fomos pegos de surpresa, mas providenciamos uns guarda-chuvas, e assim que amenizou (a chuva de granizo), tornamos a ocupar as ruas? asseverou a estudante Janicleide Gomes, que participava da manifestação.
Portando faixas e placas com frases de protesto, tais como; ?Bla bla bla ? ACT NOW? e ?Obama, right city, wrong date??, os manifestantes se revezavam no microfone proferindo discursos inflamados, sob o olhar vigilante da polícia militar, que acompanhava de longe o protesto. ?Apesar do frio e da chuva de granizo, conseguimos protestar contra a ameaça do aquecimento global? comemorou Michele Ubirajara Sá, estudante de ciências sociais da UFMG.
A chuva de granizo em Minas Gerais destruiu carros e casas. Já em São Paulo, causou destruição de plantações, além de deixar a rodovia Candido Portinari intrafegável.
A previsão dos meteorologistas é que o verão deste ano será um dos mais quentes da década.

