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| | Quando a dor vira resistência! Por [GO] - Contra a Violência 17/10/2012 às 11:08 Encontro das lutas: Mães de Maio (SP), Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência (RJ) e Comitê Goiano pelo fim da Violência Policial (GO). Dia 17 de outubro, quarta-feira, 18h30, na Casa da Juventude Pe. Burnier. Endereço: 11ª Av. n°953, St. Universitário Informações: 62.4009-0339 Com o objetivo de ampliar o debate público sobre a violência de estado e trocar experiências de luta por justiça o Comitê Goiano pelo fim da Violência Policial e militantes autônomos de Goiânia realizam debate público com a presença de integrantes dos movimentos Mães de Maio, de São Paulo, e Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, do Rio de Janeiro, no dia 17 de outubro, na Casa da Juventude (CAJU), às 18hs30. Para mais informações sobre os grupos consulte:Rede contra a violência | Mães de Maio | Casa da Juventude >>CONTINUE LENDO SOBRE O EVENTO! A Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência reúne diversos grupos que resistem à ação violenta do estado, incluindo as Chacinas da Candelária, do Borel e de Acari. O grupo Mães de Maio é fruto da resistência de familiares das vítimas da chacina de maio de 2006 ocorrida em São Paulo, quando a polícia executou, em uma semana, quase 500 pessoas a esmo. Em Goiânia, o Comitê pelo fim da violência vem politizando as execuções praticadas por policiais e desaparecimentos após abordagem policial, reunindo familiares de vítimas que buscam justiça nos tribunais do estado e ou que lutam pela federalização de investigações. Com este encontro, o Comitê pretende fortalecer sua articulação com grupos afins de outros estados, num fortalecimento mútuo contra a impunidade policial e pelo fim da violência empregada pelo estado contra suas populações, em especial as populações negras, periféricas, e contra a militância política de oposição às injustiças. O debate contará com apresentações culturais de abertura e encerramento e terá espaço para manifestação, troca de relatos e experiências de resistência. O contexto goiano Goiás é um dos estados mais violentos do país, em que há mais mortos e desaparecidos pela Polícia Militar no atual regime democrático do que em toda a Ditadura Civil-Militar. Onde os movimentos sociais são criminalizados, manifestações são repreendidas ou até mesmo impedidas de acontecer, devido a abusos policiais. A população em geral ? principalmente os moradores das periferias e os negros ? são vítimas em potencial da cotidiana violência legalizada do estado. Vítimas não só do descaso e omissão do poder público, mas também do seu aparato armado. São vítimas de violência física e psicológica e no seu limite, de execuções e assassinatos. A impunidade é praticamente absoluta, o que torna ainda mais cruel essa violência. Em Goiás, a população vive submetida ao medo, não sabendo a quem recorrer, e continuam assim vítimas do descaso do estado, de sua impunidade e de sua violência. Mas, frente a todos esses problemas, mesmo com temor, não há resignação; ao contrário, as vítimas transformam sua dor em resistência, em luta. 
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Abandonada pelos trabalhadores, a esquerda brasileira tem feito contorcionismos retóricos para substituí-los pelos marginais das periferias no papel de seu público revolucionário. Agora é cunhada a expressão Mães de Maio parafraseando as famosas Mães da Praça de Mayo da Argentina - como se revolução e banditismo fosse tudo a mesma coisa.
As chacinas que ocorrem nas periferias são ajustes de contas entre quadrilhas de traficantes, com as quais os policiais matadores estão envolvidos. Não há nada de luta de classes aí. Quem acredita nisso é, no mínimo, um ingênuo.  |  | Após a realização do debate ?Quando a dor vira resistência: Encontro das lutas?, em Goiânia e no qual participaram Mães de Maio (SP), Comitê Goiano contra a Violência a Policial e Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência (RJ), os apoiadores e debatedores se deslocaram a um bar para se alimentarem a e trocarem suas impressões sobre o debate e suas vidas.
Tudo correu tranquilo até o momento da carona aos debatedores para seu alojamento. Ao pararem na esquina da Casa da Juventude (Caju), onde iriam descansar, foram abordados abruptamente por dois policiais armados. A alegação era que três pessoas em um carro na madrugada eram consideradas suspeitas, o que legitimava a abordagem.
Mesmo percebendo que os militantes não representavam perigo, os policiais prosseguiram com a ação, chamando inclusive reforço. Quando o suposto reforço chegou, a fala dos policiais mostrou o real interesse da abordagem. A primeira pergunta feita dizia respeito aos motivos daquelas pessoas estarem em Goiânia. Frente a resposta que estavam participando de um congresso sobre direitos humanos, o policial começou a expor os motivos que os levaram à abordar os militantes ao afirmar que defensores de direitos humanos não conheciam a realidade das ruas, e que jamais havia visto um defensor dos direitos humanos num funeral policial.
Utilizando de truculência e intimidação para desestabilizar os militantes e assim ter respaldo para uma agressão, os policiais mantiveram durante 40 minutos na esquina do alojamento em busca de uma incriminação. Como nada de errado foi encontrado na busca feita no veículo, nem nos documentos do carro e dos passageiros, o policial inventou que a placa do carro estava ilegível, e com isso justificou a aplicação de uma multa. Só assim liberaram os abordados, reafirmando ainda que a luta por direitos humanos não contribui com a ordem social.
Ficou claro para as pessoas presentes que a ação foi deliberadamente planejada, buscando intimidar militantes que buscam a responsabilização e o julgamento de policiais militares por crimes cometidos contra a população. No estado de Goiás é notória as execuções de pessoas, tendo como expoente as denúncias da Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal, que resultou na prisão de 19 policiais militares, em 2011.
É pela violência deliberada e pela denúncia de intimidação dos lutadores contra a violência policial que foi redigido este relato.
 | Mães de Maio é o exemplo da ingenuidade de "esquerda", confundem bandidos com pobres, 50000 homicídios por ano no Brasil são praticados por bandidos, a policia brasileira mata muito pouco em relação a % de trocas de tiro que ocorrem, estudem pelo menos uma vez na vida, quem faz mau para a periferia são os bandidos que lá vivem e não a polícia que cuja maioria vem da periferia.
"O relato contradiz o depoimento de Marcus Vinícius Correa Gomes, 19, que afirma ter atirado na jovem com um revólver calibre 38, após ela reagir. Ele agiu com os comparsas Alex Rodrigues Venâncio, 18, e Claudinei Avelino Modesto, 18 --todos com passagens pela Fundação Casa por tráfico, roubo e furto, respectivamente.
Segundo a polícia, Gomes riu na delegacia ao falar do crime. Os dois comparsas também debocharam da vítima, segundo a delegada Leslie Caram Petrus. A Folha não localizou os advogados deles."
Pena que não morreram nas mãos dos policiais, menos gente pras mães de maio.
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