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| | Latuff sofre nova campanha de calúnia e difamação Por CMI - doze anos... 31/12/2012 às 18:40 Inclusive uma Mea Culpa - que não deixa de ser também uma mensagem de final do ano - do coletivo do CMI no LEIA MAIS 
O cartunista brasileiro Carlos Latuff foi classificado pelo Simon Wiesenthal Center como o "terceiro maior anti-semita do mundo". Para a pesquisadora da USP e especialista em Oriente Médio Luciana Garcia de Oliveira, em artigo publicado na revista Carta Maior, há uma clara diferença entre os cartuns racistas feitas contra judeus e muçulmanos, valendo-se de estereótipos, e o trabalho de Latuff, que tece críticas políticas ao Estado de Israel e denuncia o genocídio do povo palestino. Latuff recebeu também o apoio do cineasta Sílvio Tendler, que em carta divulgada em rede social afirmou que ele é "anti-sionista, sim; anti-semita, não. Até porque, de descendência árabe, você também é semita e afinal somos todos igualmente circuncisos. Tuas charges não são mais anti-semitas que um artigo de Ury Avnery, Amira Haas ou de Gideon Levy, todos judeus, israelenses." Segundo a pesquisadora Luciana de Oliveira, a prática de misturar sionismo e semitismo é uma manipulação antiga do Estado de Israel e de seus apoiadores, cujo efeito é reprimir a crítica: "o direito à crítica é vital para todas as sociedades democráticas e as sociedades que protegem esse direito têm mais chances de sobreviver do que as que o negam". Para mais informações: Latuff sofrendo nova campanha de difamação LEIA MAIS A perseguição a Latuff não é novidade. Lamentavelmente, o sítio do CMI já foi usado por um anônimo para caluniar e difamar o cartunista. Em 2004 Latuff publicou no CMI um cartum que mostrava neonazistas como suspeitos de assassinar moradores de rua em São Paulo, e que tinha uma suástica projetada como sombra em uma parede. No mesmo dia uma versão adulterada deste cartum, com a estrela de David no lugar da suástica, foi publicada no CMI. Os voluntários da rede colocaram a publicação no "lixo aberto", onde continuou (e ainda continua, agora a pedido do próprio Latuff) acessível. Depois foi reproduzida em diversos sites pró-Israel. 
Charge original Charge adulterado Nota do CMI sobre o uso do sítio para a difamação de Carlos Latuff O CMI aproveita para vir a público pedir desculpas a Latuff e outras vítimas em igual situação por não termos sido capazes de evitar que a estrutura criada para garantir a liberdade de expressão e proteger ativistas de repressão política tenha sido usada para fins que violam sua proposta política, expressa na sua política editorial. Atualmente, o CMI possui o "lixo fechado", que visa garantir uma proteção maior contra esse tipo de sabotagem, pois torna as publicações mais graves inacessíveis. Mas a maior dificuldade vivida atualmente resulta da atual falta de voluntários para as tarefas básicas do sítio, tais como esconder com agilidade as publicações espúrias. Até já foi aventada a possibilidade de se fechar a publicação aberta: objetou-se que isso seria destruir o mecanismo através do qual tantos ativistas e movimentos tiveram acesso à liberdade de expressão na última década. A rede encontra-se num impasse entre a falta de voluntários e o ideal de democratização da comunicação.
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Na minha modesta opinião, que já manifestei aqui, a rede deve ficar aberta, mas com uma vigilância, contra aqueles que tentam destruir-la. A democracia prevê a liberdade de expressão mas a correspondente responsabilidade com o que se pública. O CIMI tem sido um canal aberto de muita utilidade. Quanto ao Latuff, tem algumas charges que geram uma certa duvida quanto a sua finalidade. Eu concordo que é muito difícil fazer críticas ao estado de Israel. Para muitos, qualquer vírgula falada contra é confundida com nazismo. E penso que Israel usa o que aconteceu no passado como um esconderijo a seu favor. São dois assuntos totalmente distintos. A violência contra o povo judeu não pode justificar a violência do estado de Israel contra outros povos, dois errados não fazem um certo. Parabenizo Latuff pela sua coragem, em cada traço eu sei que ele o faz, sabendo o que pode vir contra ele.  | Sobre o Latuff devo dizer que foram muitas as vezes que gostei demais de charges suas, sobretudo aquelas que ilustravam o imperialismo em varias regioes do mundo, seja em Cuba ou na Palestina. E entao ele me decepcionou enormemente fazendo o contrario, ao apoiar a investida imperial contra a Africa, para liquidar com mais um Che Guevara africano - desta vez na Libia. Um escorregao que ele nao corrigiu, apesar de ter sido avisado uma e outra vez! Hoje eu nao sei mais de que lado ele esta´!
Sobre o CMI: E´ preocupante a noticia de que estao faltando voluntarios para manter a pagina a pleno vapor. A midia 'brasileira' continua quase toda na mao da direita e uma rede como o CMI e´ um dos unicos lugares onde se pode fazer uso da voz de forma livre.
Conviria pensar em formas de conseguir aumentar o numero de voluntarios dentro do culetivo, porque fora dele existem muitos. Provavelmente existem pessoas - comoo eu -, que nao tem como estar na cidade de um desses coletivos, mas que poderia apoiar as atividades administrativas pela internet. Ou ja existe esta passibilidade?
Mas existem algumas coisas que ainda merecem ser criticadas no CMI. Sabemos que todo o imperio, por motivos obvios de controle social e informativo, mas tambem para moldar a forma de pensar dos que vivem no 'patio traseiro', procuram impor sur lingua aos povos dominados. Cada vez que eu comento um artigo, o sistema de Software do CMI me apresenta uma senha, composta de uma palavra ficticia, so´ que com morfologia da lingua inglesa. Ou seja, para gerar a senha, usa-se um corpus composto por morfemas da lingua inglesa. As senhas terminam todas em ingles: -ing, -ers, -ed ....
Ora, mesmo que isso pareça agora um aspecto menor, quando se leva em conta toda a enxurrada de vassalos assumindo sem mastigar o pacote linguistico do imperio, tais 'aspectos menores' acabam 'assinando embaixo' a ideia imperial. Conviria mudar urgentemente esse parametro do software, que poderia usar como corpus para gerar as senhas um corpus multilingue ou entao uma lingua de paz universal, nao-nacional, como o Esperanto. E´ por incoerencias como esta que o numero de voluntarios diminui! E´ preciso corrigir cada vez mais contradicoes, sem se deixar enganar pelas estrategias de dominaçao do imperio. Usar software livre ao inves de Windows e MAC, aprender varias linguas e esperanto como lingua de compreensao entre povos, nao comprar as quinquilharias das piores empresas - Microsoft, Apple .... - ...
Por outro lado, tenho a impressao de que parte dos que estavam no CMI correram para a rede anti-social Facebook e suas congeneres, que pertencem a um certo senhor la do Norte. Ora, que tipo de consciencia e´ esta? Os donos do meio sempre acabam dirigindo o meio segundo seus interesses. Trocar um coletivo livre por um meio de um magnata e´ muito muito incoerente! Talvez se poderia ate´ usar tais meios, mas sem esquecer de manter e expandir os meios livres, que sao os unicos que estarao acessiveis quando o bicho pegar! O dono do Facebook se deixa dobrar facilmente pelo seu chefinho Tio Sam, como ja foi demostrado suficientes vezes, por exemplo atraves do bloqueio e exclusao de contas de cubanos.
 | Desconheço se ex-voluntários do CMI adotaram as redes sociais para as suas estratégias de comunicação. Mas sei que vários foram para o Passa Palavra, que não tem publicação aberta.
A melhor maneira para os/as ativistas darem vida ao legado do CMI é difundindo de maneira cada vez mais criativa novos espaços livres de publicação aberta e comunicação colaborativa.
O sucesso das redes sociais corporativas, até mesmo entre ativistas, não deixa de ser um reflexo da falta de renovação e de uma difusão mais eficaz das ferramentas livres de comunicação e do conhecimento necessário para que movimentos populares criem suas próprias ferramentas de maneira autônoma.
Mas sou otimista. Novas ondas de criatividade e de ferramentas livres amigáveis virão.
Jinco: sobre a questão da participação nos coletivos, se não há um coletivo do CMI em sua cidade você pode começar a formar um. Você pode entrar em contato conosco para obter uma melhor orientação sobre isso.
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