No Brasil, diariamente cerca de 20 milhões de lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais são vítimas de violência homofóbica. Direitos humanos violados, o Estado conservador deixa de regulamentar leis que possam garantir a igualdade dos direitos para a população LGBT no país, não cumprindo o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Os dados fornecem que centenas de jovens LGBT são expulsos todos os dias de suas casas; são demitidos ou perseguidos no trabalho; estimativas somam assassinatos de um LGBT a cada dois dias no Brasil; muitos abandonam as escolas por falta de uma política de respeito à diversidade sexual nas; a falta de iniciativa por parte dos governos em contemplar recursos para ações e políticas públicas; a esfera da segurança pública, que está muito aquém de uma prática permanente de respeito ao público LGBT, agride a população sem apurar crimes.

Não obstante, toda essa onda de violência gerada pela incompreensão e ignorância social, a população LGBT ainda sofre com as campanhas abertamente homofóbicas de religiosos fundamentalistas. Ações explícitas de intolerância sexual são reproduzidas diariamente através de seus veículos de comunicação e bancadas religiosas políticas, incitando o ódio e a discriminação. O artigo 5º da Constituição Federal (?Todos são iguais perante a lei") é pisoteado pelos fundamentalistas que se utilizam de recursos e espaços públicos (escolas, ruas, instâncias do governo e praças) para atacar e pregar a sua intolerância. Organizações como a Tradição, Família e Propriedade (TFP) que desenvolve, através de seus grupos ?independentes? marchas e manifestações em praças públicas contra o casamento gay e contra o aborto. Negando direitos às mulheres e não respeitando sua autonomia.

Coletivos organizados em todo o país, LGBT, trabalhadoras e trabalhadores, entidades civis e políticas, fazem seu voto de protesto exigindo:

- Respeito à identidade LGBT
- Combate ao Fundamentalismo Religioso
- Garantia mínima do Estado Laico (sem interferência da religião nas questões públicas)
- Mais ação nos cumprimentos da Educação, Saúde, Segurança e Direitos Humanos
- Aprovação imediata do PLC 122/2006 (Combate a toda discriminação, incluindo a homofobia), além da aceitação da União Estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.

ORGANIZAÇÕES QUE ASSINAM O MANIFESTO anti-homofóbico em Florianópolis:

ADEH - Associação das Travestis e Transexuais da Grande Florianópolis
CMI - FLORIPA
COLETIVO ANARQUISTA BANDEIRA NEGRA
FAÇA
MARCHA DAS VADIAS - FLORIPA
NÚCLEO MARGENS