Vamos encarar isso, o que nós temos presenciado nas últimas semanas não é simplesmente uma questão de interesse partidário e liderança; nós temos, de fato, sido mudos espectadores diante dos horrores do tribalismo. Parece que o demônio havia se suprimido/omitido, em sua atual forma, relativamente por alguns anos...e agora que foi dada a oportunidade para emergir, e tem feito isso como uma vingança. Como mais pode ser explicado o fato de um pais e um povo tão admirado em todo o mundo como ?A exceção da Africa?, poderia fazer uma metamorfose e fazer parte de uma outra estatísica africana (e uma razão para os cínicos da África que estão pelo mundo a sorrir) em tão pouco tempo?
Ainda, quando voltamos nossos olhares sobre os horrores, nós devemos nos perguntar queira ou não se nós estigmatizamos algumas coisas como uma questão de tribalismo porque nós entendemos o que o tribalismo é, ou simplesmente porque alguém nos disse que isso era. Deixe-me explicar.
Para dizer a verdade, uma maioria dos membros do MIYA (se não for todos) são urbanos, cujos os quais somente alegam terem experimentado tribalismo, se deve pela virtude de uma simplista tendência humana de identificar suas proprias tribo/raça/comunidade. De acordo comigo (com o que penso), embora isso ainda pareça ser um termo tribalístico, isso é uam coisa saudável. Por exemplo, ter preferencia por fazer parte de uma mesma tribo não satisfaz suas necessidades de ter alguém para relatar, mas garantia de que sua cultura e suas tradições serão passadas para a próxima geração. Ter orgulho da sua tribo é igualmente saudável. Desejar sucesso para a sua tribo é saudável também. Mas, este termo ?saudável? é apenas relativo para os meios usados para concluir isso. Poder se casar com alguém da mesma tribo, para garantir o sucesso da tribo e sua continuidade pode ser visto da mesma maneira que os assassinatos de outras por uma outra tribo (estilo Hitler) com a mesma finalidade, para ter o mesmo sucesso e continuidade?
m questões governamentais, eu realmetne duvido que em nome da erradicação do tribalismo, alguém sugeriria que um Luo fosse incluido num grupo mais velho em prol da aldeia Maasai!! Por outro lado, quando falamos de um governo nacional ( o qual está a serviço dos interesses de todas as 43 tribos do Quênia) so estaria no caminho correto se responsabilidades/portifólioss/etc fossem mutuamente incluído em todas as tribos se possível. Ainda, na democracia, embora todo mundo tem uma voz, a maioria sempre ganha... e se majoritariamente todos se tornassem uma só tribo? Nós ainda podemos continuar chamando isso de tribalismo?
Eu tenho certeza que estou confundindo muitas pessoas com todo esse gracejo sem sentido. Honestamente, como queniano urbano, nós realmente sabemos o que o tribalismo é? Podemos confiantemente dizer que nós sabemos bem o que leva um homem a incendiar uma igreja cheia de pessoas de uma outra tribo? Eu não acho que podemos. E enquanto não temos essa hab ilidade, seria arrogante da nossa parte tentar discutir tribalismo. Nós talvez somos capazes de discutir assuntos de paz e guerra, mas não tribalismo. Entretanto, nós poderiamos definitivamente fazer uma tentativa para entender tribalismo. Porém, talvez o melhor modo de ação seria uma auto-educação sobre as causas e assuntos de tribalismo. Nós poderiamos falar para nós próprios quem ?causa? tribalismo, assim como quem são as vítimas disso. Pode ser feio e sujo...mas essa é a única maneira de se chegar a raiz das coisas. E a partir desse passo, nós podemos começar a fazer algumas ações.
Ao final do dia, mudar de idéia sobre tribalismo não é fácil. Difícil de acreditar mas, isso ainda pode implicar no fortalecimento da associação do povo com suas tribos, é claro, numa maneira positiva. Ou, nós poderiamos simplesmente levantar nossas mãos e nos render...continuar a assistir videos de rap, usar calças largas, afirmar ser americano!
