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| | Arquivo de editoriais | COMUNICAÇÃO | Jun 14 | | Rádios Livres, resistência no ar Em abril deste ano, Cristiane Andriotti defendeu a tese "O Movimento das Rádios Livres e Comunitárias e a Democratização dos Meios de Comunicação no Brasil", na Unicamp. Antes disso, a única pesquisa de pós-graduação sobre o tema conhecida pelos ativistas era a de Marisa Meliani: "Rádios Livres; o outro lado da voz no Brasil", defendida na USP em 1995. Esta situação mostra a grande carência de pesquisas neste campo. A nova pesquisa vem com um sabor especial, pois sua autora participa da Rádio Muda desde 1993. Enquanto o Estado, o empresariado e governantes insistem em manter marginalizadas as emissoras do povo, rádios livres e comunitárias se reuniram em Porto Alegre durante o Fórum Internacional de Software Livre dia 3 de junho. As rádios livres preparam um encontro para julho, durante o our media/nossos meios, que reunirá ativistas e acadêmicos para discutirem sobre comunicação. O movimento de Rádios Livres tem se fortalecido desde o encontro na Rádio Muda em novembro do ano passado. O (re)surgimento de rádios livres em várias cidades do país e a criação do portal radiolivre.org, no qual se constrói uma rede de rádios livres, tem se tornado uma alternativa autônoma e uma forma ação concreta na luta pela democratização da comunicação. LEIA MAIS Entrevista com Cristiane Andriotti, autora da nova dissertação.
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A escolha da data deve-se ao Conflito de Stonewall, que se deu entre policiais e GLBTs, em junho de 1969, em Nova York. De lá para cá, o movimento GLBT cresceu muito, incorporando a idéia de diversidade sexual e de que "somos todos iguais, e todos diferentes". Seus segmentos são muito numerosos, e os debates e dissonâncias não são raros. Embora a variedade de segmentos seja em parte conseqüência do crescimento do movimento, e da sua presença cada vez mais constante na mídia, é importante lembrar que a discriminação e o preconceito ainda são muito presentes, e a visibilidade massiva dada à questão pelas Paradas GLBT é um importante instrumento de luta pelos direitos sexuais. Em São Paulo, a primeira Parada aconteceu em 1997, com algo em torno de 1200 militantes. Este ano, a Parada de São Paulo tornou-se a maior do mundo, reunindo cerca de 1,5 milhão de pessoas. Programação desse ano: Caminhada e programação das lésbicas | Devassos na dramaturgia | Ciclo de debates | Tema da Paradasp | Data Paradas | Chamada Parada LGBTS de Brasília | Imagem chamado Recife | Chamado Parada em São Luis (MA) COMEÇA A FESTA GLBT - 2004: Salvador | Fotos da Parada em Cuiabá (MT) | Fotos da Parada em Blumenau (SC) | Cartaz Parada de Brasília Veja as fotos de São Paulo Mulheres em manifestação de orgulho | Festa no Largo do Arouche | Marcha Lésbica em São Paulo | Molhadinhas na paulista | Laura Finocchiaro e Claudia Wonder encerram show da Caminhada | Entre heteros e homosexuais, mulher é maioria na Parada | Figuras na parada | Mais fotos da parada-sp | Imagens de dentro e de fora | Parada também foi Gay | Mais fotos - I | II | O debate dentro e fora da Parada Novos conceitos da Parada GLBT de São Paulo | Orgulho gay paulistano a beira da falência | A questão das verbas | Dia de liberdade e luta | Carnaval ou Política? 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O segundo dia foi marcado por ações descentralizadas contra a indústria BIOTECH e uma manifestação contra a ocupação da Palestina foi organizada em frente ao estádio de baseball dos Giants, onde a comunidade israelense comemorava os 56 anos do estado de Israel. O terceiro dia teve um chamado para manifestações contra o sistema carcerário e contra a tortura. Em solidariedade aos presos em Guadalajara foi chamada uma marcha ao consulado mexicano. Já no dia 8 de Junho, cedo pela manhã, centenas de pessoas prederam-se umas as outras bloqueando cruzamentos para impedir o acesso dos delegados a conferência. À tarde foi chamada uma festa de rua contra o encontro dos 8 países mais ricos do mundo que começava naquele dia em Georgia. Cerca de 165 pessoas, sendo que 37 permaneceram presos por dois dias. Solidariedade carcerária foi organizada para retirar as pessoas da cadeia. Complemente esta matéria | | GREVES UNIVERSITÁRIAS | Jun 09 | | Greve nas Universidades Estaduais Paulistas No último dia 03 de junho, ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, uma manifestação das três universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp), em greve desde a semana do dia 24 de maio. Cerca de 3.000 pessoas concentraram-se no vão livre do Masp para pedir reajuste SALARIAL de 16%, mais verba para a educação - por meio do aumento do aumento do repasse do ICMS para as universidades estaduais de 9,57% para 11,6% e a instituição de repasse de 2,1% do ICMS para o Centro Paula Souza - e para criticar o decreto 48.034, que diminui o total da arrecadação do ICMS, reduzindo também o repasse às universidades. Após o ato na avenida paulista, os manifestantes se encaminharam para a Assembléia Legislativa, onde participaram de uma audiência pública da Comissão de Cultura, Ciência e Tecnologia, que não pode ser considerada oficial, por falta de quórum! Apenas quatro deputados estavam presentes. Os manifestantes também percorreram gabinetes de deputados e conversaram com lideranças. No entanto, a entidade que representa os reitores dessas três universidades (Cruesp - Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo), após três reuniões, continuou irredutível em sua proposta de 0% de reajuste salarial. Na quarta rodada de negociações, o Cruesp apresentou proposta de reajuste de cerca de 1,3%, a partir de outubro. Segundo a Adusp, associação de docentes da USP, a proposta é inaceitável porque o reajuste seria irrisório ou, de acordo com a proposição, poderia não ocorrer. O Fórum das Seis, entidade que representa funcionários da USP, Unesp, Unicamp e do Centro Paula Souza, pede 16% de reajuste desde maio. SAIBA MAIS: [USP]: Em defesa da liberdade de organização sindical na USP | Reitoria USP, censura e autoritarismo | Atualização do dia 17/06 [UNESP]: Greve dos estudantes da Unesp | Reitoria da UNESP é Ocupada,leia sobre:(1) (2) e (3) [UNICAMP:] Deliberações assembléia unicamp - 08 de junho [FATEC-SP]: Manifestação de alunos da Fatec-SP 10/5/04 | Movimento dos alunos das Fatecs, para defesa do ensino superior gratuito [Outros Artigos]: Expresso Adusp3 ? Boletim Eletrônico da greve ? 07 de junho de 2004 | Greve nas universidades estaduais paulistas | Reitores paulistas dizem não ao reajuste de funcionários e professores | Mobilização nas universidades estaduais paulistas | Universidades estaduais paulistas páram amanhã | Paralisação amanhã; USP, UNicamp e Unesp | São Paulo: Professores das universidades estaduais planejam paralisação | Boletim Fórum das Seis - POlítica salarial insuficiente = greve | Assembléia de 08 de junho da Adusp mantém greve | Circo e ocupação da reitoria da Unesp (1) | Circo e ocupação da reitoria da Unesp (2) | Circo e ocupação da reitoria da Unesp (3) Complemente esta matéria | | TRANSPORTE | Jun 03 | | Intensifica a repressão contra a manutenção da Meia Ilimitada  Quinta-feira, 03/06, aconteceu a 4a. manifestação pela "Meia Ilimitada rumo ao Passe Livre" em Fortaleza. A concentração foi no Cefet-CE, saindo em direção a prefeitura na Av. Luciano Carneiro. O objetivo era fazer com que o prefeito, ou algum representante, recebesse uma comissão formada por secundaristas (de escolas públicas e particulares) e universitários. No entanto, não houve diálogo e sim uma forte repressão da Guarda Municipal que já se encontrava no local, tendo dois de seus carros incendiados. O prédio da Prefeitura foi depredado até ser isolado pela Tropa de Choque. Resultado: foram 14 estudantes presos, 27 levados para a delegacia da Criança e do Adolescentes (DAC), 28 feridos. O motivo dessas manifestações é devido a Portaria de n° 13-C, editada no dia 27 de fevereiro, pela Empresa Técnica de Transportes Urbanos S.A (Ettusa), responsável pelo trânsito. O documento prevê a implantação dos cartões eletrônicos que extinguirão os vales-transportes, podendo limitar o número de passagens da meia estudantil. O CMI Fortaleza repudia a ação da Tropa de Choque que agrediu dois voluntários por estarem documentando a repressão, tendo seus equipamentos apreendidos - câmera digital e filmadora. Os equipamentos só foram devolvidos depois que quebraram os disquetes e a fita de vídeo. Leia o artigo escrito pela voluntária do CMI que foi agredida. Nota de repúdio da Rede CMI Brasil. Vídeo da agressão sofrida pela voluntária do CMI Fortaleza Áudios: Vozes da Manifestação | Manifestante preso | Estudante agredido | Agredido no carro de som | Depoimento I e II | Jovem e seus direitos | Funk: Meu dinheiro não é capim! Fotos: Concentração | Marcha | Faixas | Repressão | Pedradas | Carros Depredados | Fumaça | Estudantes Presos | Prefeitura Artigos: Voluntária do CMI | Manifestação pela Meia | Agressão/Repressão | O Circo Pegou Fogo | Histórico Complemente esta matéria | | ANTI-GLOBALIZAÇÃO | May 30 | | Manifestações em Guadalajara deixam mais de 40 feridos e 100 presos. Complemente esta matéria | | DESENVOLVIMENTO | May 28 | | Confeiteiros homenageiam secretário geral da UNCTAD Na manhã desta sexta-feira, 28 de maio, o secretário geral da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento), Rubens Ricupero, foi alvo de uma tortada lançada por uma ativista do grupo Confeiteiros Sem Fronteiras. Ricupero proferia uma palestra na Universidade de Brasília por volta das 11 horas quando a ativista atirou uma torta de chocolate na sua cara. Em seu manifesto, o grupo fez duras críticas ao desenvolvimentismo proposto pelo Governo e lembrou as manifestações que estão por vir durante o encontro da UNCTAD que acontecerá em São Paulo a partir do dia 13 de junho. Não é a primeira vez que os Confeiteiros fazem uma ação relacionada a UNCTAD. No ano 2000, na última conferência geral da organização em Bangcoc, os Confeiteiros acertaram uma torta no então diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus. [ Leia o manifesto do grupo | Fotos da tortada I e II ] Sobre a UNCTAD e o desenvolvimento: O que é a UNCTAD? | A dupla vida de Rubens Ricupero | O que faremos com o fim do desenvolvimento? | O que há de errado com o desenvolvimento? | O caminho da justiça não passa pela injustiça | O bolo cresce, os pobres pagam mas não comem | Onde é que a esquerda foi parar... | Confeiteiros tortaram diretor do FMI na ultima UNCTAD A ilusão do desenvolvimento: publicação dos grupos autônomos contra a UNCTAD | Site anti-UNCTAD Outras tortadas: Tortada no Ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini | Governador do MT é tortadado | Presidente da ALCA é tortado no Rio | Presidente do PT é tortado duranto o FSM III Complemente esta matéria | | TRANSPORTE | May 27 | | Estudantes sofrem repressão em Fortaleza Na manhã do dia 27/05, cerca de 2 mil estudantes secundaristas e universitários manifestaram contra a possível limitação da meia passagem em Fortaleza, já que a implantação do novo sistema eletrônico poderá monitorar as viagens estudantis; havia também outras reivindicações, como o passe livre estudantil e a meia metropolitana. Os estudantes se concentraram em frente ao CEFET-CE (antiga Escola Técnica), seguindo até o cruzamento entre a Av. 13 de Maio com a Av. da Universidade. A polícia reprimiu a manifestação atirando várias vezes, causando pânico na multidão. Os estudantes responderam com pedras arremessadas contra os policiais e alguns ônibus. Algumas pessoas tiveram armas apontadas na cabeça; manifestantes foram feridos e o tenente que comandava a operação se feriu com uma pedrada na cabeça. A manifestação seguiu até a Praça da Bandeira. Dois estudantes foram presos, liberados depois de algumas horas Nessa terça-feira, 01/06, iria haver uma grande manifestação na Assembléia Legislativa devido a votação do recurso que pede a constitucionalidade do projeto de lei que regulariza a meia metropolitana, ou seja, a meia entre municípios. No entanto, o presidente da Assembléia, Marcos Calls, tirou de pauta a votação do projeto de lei. [ Relato da Manifestação | Fotos: Concentração | Passeata e Faixas | Confronto I , II e III | E a polícia foi embora... | Áudios: Por que a manifestação? | Funk | Sobre a organização ] Complemente esta matéria | | HABITAÇÃO | May 26 | | Sem-teto são desalojados em Osasco Complemente esta matéria | | MOBILIZAÇÃO | May 26 | | Marcha de população atingida por barragens chega à Brasília Depois de 13 dias percorrendo a pé o trecho de mais de 200 quilômetros desde Goiânia, a Marcha Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens "Águas pela Vida" chegou à Brasília no dia 25. Até sexta-feira, famílias de 15 estados, também do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ficarão acampadas na cidade e têm na agenda audiências com os poderes legislativo e executivo. O objetivo da Marcha é denunciar as condições precárias e a grave situação das pessoas que são deslocadas das regiões alagadas, com total desrespeito aos seus direitos de cidadania. No Brasil, desde o início da década de 60, um milhão de pessoas foram expulsas de suas terras devido à construção de barragens. De acordo com dados do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de cada 100 famílias deslocadas, 70 não receberam nenhum tipo de indenização. Além disso, 34 mil quilômetros quadrados de terra fértil já foram inundados pelos reservatórios (3,4 milhões de hectares). Existem, segundo dados do Ministério das Minas e Energia, duas mil barragens no país, sendo 625 em operação. O plano do governo para o setor prevê a construção de 494 novas barragens até 2015, com 70 já em construção. [ Águas Pela Vida - Marcha Nacional dos Atingidos por Barragens | Marcha está em Brasília | Fotos : I e II | Entrevistas | Dossiê: Ditadura contra as populações atingidas por barragens aumenta a pobreza do povo brasileiro | MPA mobiliza vários estados a partir de hoje ] Página do MAB Complemente esta matéria | | PALESTINA | May 24 | | Israel massacra povo palestino Alegando segurança, o Governo de Israel iniciou, na última segunda feira (17 de Maio), uma operação chamada "Arco Íris sem Nuvens". A operação é apenas a continuação de uma política de ocupação dos territórios palestinos que Israel promove há anos, e que, só nos últimos três anos e meio, já demoliu mais de 3.000 casas, devastou mais de 220 mil árvores, e ainda destruiu mais de 10% das terras férteis do território da Faixa de Gaza segundo um relatório da Anistia Internacional. A ofensiva foi uma resposta à morte de 13 soldados israelenses na semana anterior ao início da operação. Até agora, o massacre já deixou cerca de 90 mil refugiados e refugiadas sem electricidade, água e telefone, e destruiu mais de 150 casas. Além disso, 43 pessoas foram mortas por soldados israelenses. A Anistia Internacional, entre outras organizações, já classificou o massacre em Rafah como uma violação das leis internacionais. O campo de refugiados de Rafah é habitado precisamente por palestinos e palestinas que, devido à ocupação israelita, já haviam perdido suas casas e sido desalojados e desalojadas das aldeias em que viviam. [ Fotos de Gaza | Israel e os Territórios Ocupados: Não mais destruição de moradias e terras | Relatório da AI: Israel e os Territórios Ocupados | "Terrorismo de Estado? de Israel em Gaza | Governo de Israel massacra povo palestino que vive em Gaza | Apelo Amnistia Internacional-Parem as demolições na Palestina | Apelo a ação pela Palestina | Os sionistas aprenderam com Hitler | Era uma vez em Rafah | É PRECISO E URGENTE!!! | Os bons meninos que não fazem mal a ninguém ] Outros sites: Rafah Today | CMI-Portugal Complemente esta matéria | | EDUCAÇÃO | May 20 | | Estudantes ameaçam greve em Fortaleza Na manhã de quinta-feira - 20/05 - de forma autônoma, espontânea e decidida, estudantes do curso de Educação Física da UFC (Universidade Federal do Ceará), mobilizaram-se em frente à Reitoria, no cruzamento da Av. da Universidade com a Av. 13 de Maio, para reivindicar melhores instalações no campus, como salas de aula e quadras de esportes, e a contratação de professores e professoras. Há muito tempo não era visto em Fortaleza uma manifestação estudantil sem a participação de partidos políticos. A luta pela melhoria do curso se mostrou sem vícios hierárquicos nem entidades estudantis. Nesta sexta-feira, 21/05, houve uma reunião com o reitor às 9 horas na reitoria da UFC. O reitor disse que iria estudar as solicitações. Está sendo discutida a criação de uma comissão para acompanhar o caso. Caso as reivindicações não sejam atendidas, haverá uma greve estudantil no curso por tempo indeterminado. [ Entrevistas com manifestantes | Fotos 20/05 | 21/05 | Artigo] Complemente esta matéria | | MOVIMENTO ESTUDANTIL | May 20 | | Manifestantes sofrem repressão do DCE As eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), realizadas nos dias 6 e 7 de maio, reelegeram a chapa da situação e provocaram a revolta dos estudantes. Para combater o continuísmo da chapa pertencente ao PDT (Partido Democrático Trabalhista) - há 11 anos à frente da representação estudantil - os alunos vêm organizando manifestações. A grande adesão aos protestos e a visibilidade atingida na grande imprensa, ocasionaram uma repressão mais intensa por parte do DCE. O edital para as eleições foi publicado no dia três, prevendo inscrições de chapas para o dia seguinte e votação para os outros dois posteriores. Não houve campanha das chapas nem debates entre elas. O pleito foi considerado ilegítimo pelos estudantes e, em função disso, ocorreu o primeiro protesto contra o DCE. As manifestações seguintes foram motivadas também pelo sumiço de urnas, por agressões físicas e ameaças de morte. A Av. Ipiranga, situada em frente a PUC, foi fechada duas vezes por períodos de aproximadamente 40 minutos. Houve enfrentamento com a Brigada Militar. A solução encontrada pelos alunos foi montar um acampamento em frente à sede do DCE. Na madrugada do dia 19 a tensão entre estudantes e DCE chegou ao ponto máximo. Com os portões da universidade trancados e a conivência dos seguranças - que barraram inclusive a entrada da BM ? integrantes do Diretório Central, juntamente a capangas contratados, agrediram estudantes e destruíram o acampamento. No dia seguinte, a Reitoria pediu a reintegração de posse da área ocupada pelas barracas. Os estudantes asseguram que as manifestações continuarão. [ PUC-RS atenta contra a democracia | Contra a ditadura do DCE | Solidariedade e Indignação: as manifestações na PUC-RS continuam | Manifestações e tumulto nas eleições para o DCE da PUC | D.A. do curso de psicologia da PUC-RS é arrombado (2003) ] Complemente esta matéria | | RÁDIOS COMUNITÁRIAS | May 19 | | Rádio Comunitária é fechada em Fortaleza Há 15 anos servindo a comunidade do Conjunto Palmeiras e entorno - funcionando primeiro com alto-falantes e só nos últimos 3 anos através de frequência modulada - a Rádio Santo Dias, de Fortaleza (CE), foi fechada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) há dois meses. Desde que passou para o "dial", a rádio recebeu várias visitas da Anatel, com ameaças constantes de apreensão de equipamento. Em 2001 foi lacrada e ficou 3 meses fora do ar, até que seus locutores resolveram continuar o trabalho e a reabriram por conta própria. Há um ano e meio, a Santo Dias pediu a concessão da frequência 87,9 FM - mas ao invés de regularizar a situação da comunitária, a agência lacrou o transmissor novamente e multou a Rádio em R$ 1.858,00 pelo rompimento do lacre em 2001. A política da Anatel para as comunitárias é confusa. A Rádio Santo Dias, por exemplo, não conseguiu a concessão apesar dos 15 anos de funcionamento na comunidade; já a Rádio Comunitária Maranata FM, com seus poucos meses de vida, adquiriu rapidamente a frequência 87,9 FM - justamente a mesma em que funcionava a Santo Dias. A Maranata FM é de propriedade de evangélicos sob orientação do Pastor Calebe. [ Entrevista com um locutor da rádio | Entrevista com o Padre Lauri | Fotos da Rádio] Complemente esta matéria | | MOVIMENTO ESTUDANTIL | May 18 | | Paralisação inicia movimento na ESP 18/05: Policiais tentam invadir a Escola de Sociologia e Política durante assembléia de alunos que havia decidido pela greve. A polícia foi chamada por alunos fura-greve que se sentiram ameaçados. Veja em vídeo. 16/05: Retaliação à greve dos estudantes da ESP. No dia 3 de maio os estudantes de Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) iniciaram uma paralisação em solidariedade aos inadimplentes que tiveram a rematricula impedida. Muitas rematrículas de alunos que estão em débito com a faculdade estão sendo negadas. A FESPSP mantém uma política confusa de bolsas, benefícios e renegociação de dívidas que muitas vezes não chega a quem mais precisa. O processo de uma semana de paralisação ? assembléias, reuniões e oficinas ? ampliou os objetivos dos estudantes, com a inclusão de reivindicações gerais quanto a questões financeiras e acadêmicas. Mas o eixo principal continua sendo os problemas financeiros que podem impedir, por exemplo, um aluno de 4º ano concluir seu curso. Diante à intransigência da direção executiva da FESPSP, que só propôs um grupo de trabalho de caráter consultivo, os estudantes decidiram, em assembléias realizadas no dia 6 de maio, pelo reinicio das aulas no dia 10, o estudo de um possível boicote às mensalidades de junho como forma de pressão, uma campanha de conquista de apoio na sociedade civil e a criação de laços com estudantes de faculdades públicas e privadas. O movimento reivindicativo dos estudantes começa a ganhar corpo e se expande para os outros cursos da FESPSP ? Biblioteconomia e Administração. [ HISTÓRICO COMPLETO DA PARALISAÇÃO - fotos | Protesto no dia da negociação - fotos | Corretivo na lista de presença - fotos ] Complemente esta matéria | | MORADIA | May 18 | | Ameaça de despejo dos sem-teto em Osasco Cerca de 4 mil pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam um terreno em Osasco na madrugada de sexta-feira para sábado (15 de maio). A área está registrada como sendo de propriedade da Editora Paulinas, ligada à Igreja Católica. No entanto, este é um dado desatualizado, uma vez que a antiga dona vendeu o terreno de 10 alqueires a uma das maiores empresas de fundos de investimentos do mundo: a texana Hicks Muse Tate & Furts, a qual mantém relações estreitas com o presidente Bush. Após a ocupação a polícia foi acionada e tentou retirar os ocupantes sem sucesso. Essa multinacional contratou seguranças privados que ameaçaram desalojar os sem-teto. O MTST está fazendo uma campanha de mobilização e resistência e espera atrair centenas de pessoas até a segunda-feira. A ocupação fica na Avenida Victor Civita, atrás da COHAB Raposo Tavares. Para chegar na Avenida, basta pegar o acesso entre os quilômetros 17 e 18 da Rodovia Raposo Tavares. [ Matéria completa | Fotos | Contradições do discurso católico na prática | O que é a Hicks Muse Tate & Furst? ] Complemente esta matéria | | EDUCAÇÃO | May 17 | | Estudantes protestam contra sucateamento da FATEC Última atualização: Secretário de Ciência e Tecnologia nega propostas dos alunos. Estudantes de vários campi da FATEC (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) estão mobilizados contra o sucateamento da instituição. Eles protestam contra a ameaça dos cursos perderem o estatuto de ensino superior, contra a precariedade das instalações e equipamentos, contra a falta de democracia na gestão e contra o baixo salário dos professores (que estão em estado de greve). A ameaça dos cursos perderem o estatuto de curso superior deve-se ao Projeto de Lei PL 706/2002, de autoria do Deputado Caldini Crespo, que autoriza o Poder Executivo a desvincular as FATECs (Faculdades de Tecnologia) do CEETEPS - Centro Estadual de Educação Tecnológica "Paula Souza", transformando-as em um Centro Universitário, nos moldes estabelecidos pelo Decreto Federal n.º 3.860/01. Na segunda-feira, dia 10 de maio, os estudantes da FATEC campus de São Paulo bloquearam a avenida Tiradentes e foram selvagemente reprimidos pela Tropa de Choque. Dezenas de estudantes foram feridos. Em Santa Bárbara d'Oeste, os estudantes da FATEC campus Americana protestaram durante visita do governador Geraldo Alckimin no dia 13. Protestos têm acontecido em vários outros campi. [ Carta aberta à sociedade paulista | A grande farsa de Geraldo Alckmin | Fotos das manifestações em Santa Bárbara | Manifestação de Alunos da FATEC-SP | Passeata da FATEC Indaiatuba | Site da Greve ] Complemente esta matéria | | DIREITOS DOS ANIMAIS | May 17 | | Ativistas protestam contra o rodeio em Jaguariúna (SP) Complemente esta matéria | | DIREITOS HUMANOS | May 16 | | Semana de atividades pede o fim dos manicômios Complemente esta matéria | | COMUNICAÇÃO | May 16 | | Rádio livre em Florianópolis completa um ano  Há um ano, em Florianópolis, entrou no ar a Rádio de Tróia 102.9 FM Livre. De 2002 até o começo de 2003 um grupo de alunos da UFSC, questionando a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucas empresas, realizou várias reuniões e mesas redondas para discutir a possibilidade de criar uma rádio comunitária. Após constatar todas as dificuldades impostas pela Lei de Radiodifusão Comunitária, em março de 2003 o coletivo decidiu iniciar as transmissões e se identificar como uma rádio livre. O Coletivo Rádio de Tróia é baseado nos princípios de autogestão e horizontalidade. Todas as decisões são tomadas por consenso. Participam da rádio aproximadamente 80 pessoas, entre alunos da UFSC e moradores dos bairros Serrinha e Alto da Caieira. A programação, de segunda à sexta, vai do meio dia à meia noite. Sexta-feira, 14 de maio, aconteceu uma festa comemorando o aniversário da rádio. [Rádio de Tróia 102.9 FM Livre - uma breve introdução | Carta de princípios da rádio | Histórico] Fotos da festa de aniversário: 1 | 2 | 3 Áudio Complemente esta matéria | | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais,
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